quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Ideologias

Senhores políticos e aspones, guardem as suas ideologias com o álbum de figurinhas e suas meias furadas bem no fundo de suas gavetas mofadas. Eu ando pensando na vida, e mais ainda, na política, e pior, na política local. Lembrei-me de uma coluna que escrevi tempos atrás no jornal Tribuna cujo texto dizia que o povo não tem que ter ideologia, mas o direito inalienável de dar o cartão vermelho a qualquer hora para o político. E o político? Ah, o político pode ter sua ideologia, claro! Desde que a deixe bem guardadinha, junto com o álbum de figurinhas e as meias furadas, na hora em que for vestir a "camisa" do serviço público. Porque, convenhamos, o político no cargo não é mais o Doutor Ideologia ou o Professor Doutrinador. Ele é o mero administrador. Ele devia andar por aí com um crachá gigante escrito: "APENAS ADMINISTRADOR — Por favor, cobre-me pela buraqueira da rua, não pela minha paixão por (insira aqui uma teoria complexa de difícil pronúncia de sua preferência)". Ele e seus apadrinhados, que o texto gentilmente chamava de "loteadores da máquina pública", deveriam se ater à sua insignificância funcional. É um termo forte, mas justo. Afinal, a gente, o povo, que não tem tempo para ideologia porque está na fila do pão ou tentando pagar o IPVA, somos os pagadores de impostos. Somos o CEO dessa empresa chamada município, e eles são os gerentes (bem pagos, aliás). A gente paga a peso de ouro – e isso não é força de expressão, é o tal esforço fiscal gigantesco — uma máquina pública inchada, com vereadores, secretários e os "adjuntos dos adjuntos" (esse cargo deve ser fascinante! O que faz um adjunto do adjunto?). E para que pagamos essa orquestra de egos e salários polpudos? Para eles ficarem discutindo se o Anjo Gabriel é de direita ou de esquerda? Não! A função deles, que transcende qualquer briga de jardim de infância partidário, é administrar bem a grana. E, se não tem grana, correr atrás dela: federal, estadual, até a herança da tia rica se precisar! É simples: o contribuinte quer ver o dinheiro dele gerando resultado prático, não um palco para a próxima peça de teatro político-doutrinário. A prefeitura tem que ser um escritório de resultados, e não o Clube da Ideologia Secreta. E o mais hilário de tudo é quando um político inaugura uma praça ou destina uma verba e quer que a gente caia de joelhos, agradecendo por esse "presente" ou "benesse política". Ah, me poupe! Isso não é conquista, não é presente. É a devolução! É o seu próprio dinheiro, o nosso dinheiro, que saiu do nosso bolso e está voltando, como um bumerangue burocrático, em forma de asfalto novo ou uma lâmpada acesa.
A administração pública é uma obrigação, e a boa administração... bem, essa é o imperativo moral que o povo espera. Quer ter ideologia? Ótimo! Deixe-a para a mesa do bar, para a sua vida privada, ou para a escolha do sabor da pizza no sábado. No serviço público, a única ideologia aceitável é a da competência técnica e do serviço eficiente. E que o contribuinte, o patrão de todos, tenha sempre o controle remoto para trocar o canal, ou melhor, o representante, a qualquer momento. Afinal, a soberania popular é a única majestade que importa nessa história.

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Diálogos

No Brasil, parece que todo mundo virou especialista de internet e filósofo de rede social, né? Nesse mundinho de ideias sem pé nem cabeça, onde o que vale é lacrar, fiquei imaginando como seria se Sócrates e Platão batessem um papo sobre a polarização política aqui. E, na minha cabeça, a conversa foi mais ou menos assim: Sócrates: Pelo amor de Atenas, Platão, que feição é essa? Que tragédia viu para estampar essa máscara de desalento? A jornada por esta terra, que chamam Brasil, parece ter te roubado a paz. Não me venha com evasivas. O que te enoja? Platão: Mestre, não é o que vi, mas o que não vi. Fui em busca de uma sociedade, e encontrei apenas tribos em guerra. As cidades, estas aglomerações caóticas, estão rachadas. As pessoas, em vez de conviverem, se enfrentam em bandos separados por abismos de ódio e convicções pueris. Eles chamam isso de "polarização". Sócrates: Polarização? Um termo pomposo para a falta de caráter. O que a causa? Uma busca honesta pela verdade, ou a ganância por algo que apodrece a alma? Platão: Não há busca pela verdade aqui. Cada facção se agarra à sua própria "verdade absoluta" e vê o outro como uma aberração a ser extinta. Os debates não são para construir, mas para demolir. As palavras, que deveriam ser ferramentas de compreensão, se tornaram maças para esmagar o adversário. Vi pai e filho, irmão e irmã, se tornarem estranhos, e tudo por causa de opiniões políticas idiotas. Sócrates: E quem são os parasitas por trás disso? Os filósofos, que guiam com a razão? Ou os sofistas, que negociam com a mentira? Platão: Há sofistas, mas de uma nova estirpe. Eles usam caixas de luz, que chamam de telas, para injetar veneno nas mentes. Não lhes interessa a justiça ou a virtude. Sua única preocupação é vencer, custe o que custar. Convencem a massa de que o "outro lado" é o inimigo a ser aniquilado. E a massa, estúpida e sugestionável, troca a razão pelo eco do bando, aceitando discursos vazios e mentiras descaradas. Sócrates: Ah, Platão. Nossa República, com sua visão de justiça e reis-filósofos, é uma fantasia risível diante deste espetáculo de horrores. Nossas discussões sobre os perigos da democracia parecem ingênuas. Dizíamos que a liberdade desmedida leva à tirania, que um povo cansado do caos e da disputa infértil se ajoelha por um líder forte que prometa ordem. E neste país, vi esse desejo imbecil em cada esquina. Platão: Sim, mestre. É como se eles preferissem a escuridão confortável de uma caverna em vez do ofuscante sol da verdade. Idolatriam seus líderes como deuses ou salvadores, e qualquer crítica a eles é vista como traição. O diálogo morre, e em seu lugar fica apenas a ressonância de suas próprias vozes. Assim, o Estado, que deveria ser um corpo coeso, é dilacerado por suas próprias vísceras. Sócrates: E qual o antídoto para essa pestilência? Deveríamos, como você propôs, impor uma aristocracia de filósofos para governá-los? Platão: Uma aristocracia seria inútil. A República ideal é uma miragem neste deserto de ignorância. A única esperança, se é que existe alguma, reside na educação. Mas não uma educação que apenas lhes ensine a soletrar. Mas uma que incite a reflexão, que estimule a dúvida, que os force a distinguir o que é justo do que é apenas conveniente. Uma educação que liberte essas almas aprisionadas das sombras da caverna e as arraste para a luz da razão. Sócrates: E qual seria nosso papel, Platão? O que diríamos a essa gente? Platão: Eu diria que seu maior inimigo não é o oponente político, mas a própria estupidez e o ódio que alimentam em seus corações. Eu diria que a busca pela virtude e pela justiça é uma jornada árdua, e é a única que leva à felicidade real. E que o diálogo, por mais doloroso que seja, é o único meio para que se reencontrem no caminho. Sócrates: Palavras sábias, meu discípulo. Mas duvido que eles ouçam. A filosofia, como sempre, exige esforço: a busca honesta, a dúvida genuína, a autocrítica. E eles preferem a segurança de suas bolhas. Não basta ter uma opinião; é preciso ter a coragem de destruí-la quando ela se mostra falsa. E essa coragem, Platão, parece ter se extinguido neste lugar.
E com um aceno, os dois retomam sua caminhada, com a esperança de que, um dia, a busca pela verdade prevaleça sobre as paixões da cidade.

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

A "Preservação" que Custa Caro: Meu Desabafo sobre a Taxa de Campos do Jordão

E aí, galera! Senta que lá vem a polêmica. Essa história da Taxa de Preservação Ambiental (TPAM) de Campos do Jordão, que agora vai meter a mão no bolso de quem entra na cidade de carro, é mais complicada que parece. Claro que faz sentido a Prefeitura dizer que precisa de grana pra aguentar a barra de uns seis milhões de turistas por ano. É muita gente, e o impacto no meio ambiente, no lixo e no trânsito é real. Mas, sinceramente, o jeito que estão fazendo, a falta de transparência e o risco de ferrar com a economia local... isso aí me incomoda demais e merece uma crítica de lascar. Eles aprovaram a TPAM na Câmara dizendo que é "fundamental" pra bancar a pressão na natureza e o caos da infraestrutura na alta temporada. A cobrança vai ser por dia e varia: de R$ 6,67 (moto) a R$ 20,01 (carro) e chega a R$ 246,79 (ônibus), usando a UFJ como base (tipo R$ 6,67). Onde vai parar essa grana toda? A expectativa é arrancar R$ 30 milhões por ano. Esse número, pra mim, é o X da questão. O Secretário de Finanças até deu a letra de que R$ 15 milhões iriam pra ajudar a pagar a gestão do lixo – o resto da taxa de lixo. Tá, se eles esperam R$ 30 milhões, mas a despesa primária (o lixo) é de R$ 15 milhões, onde vão parar os outros R$ 15 milhões? A promessa de usar o dinheiro "só pra ações ambientais" é muito vaga. No meio dessa grana curta da gestão fiscal, o risco é esse recurso virar um "tapa-buraco" pra consertar outras falhas básicas da prefeitura, em vez de um investimento sério em preservação, é gigantesco. A gente precisa ficar de olho! Dizem que vão soltar relatórios e que uma comissão vai fiscalizar. Mas, olha, o que eu vejo nas redes sociais e nas audiências públicas é a galera muito brava e desconfiada. É uma baita crise de confiança. Minhas Pulgas Atrás da Orelha • O Plano é Fumaça: Os projetos que citam (tipo trilhas, banheiros ecológicos) são só exemplos genéricos. Não vi um Plano de Aplicação de Recursos decente, que dê pra auditar, mostrando onde esses R$ 30 milhões vão ser gastos, quais são as metas ambientais e como a gente vai saber se deu certo. Falta de um plano detalhado antes de aprovar tira toda a credibilidade da medida. • A Cobrança é Sacana: A taxa é por dia de permanência. Não tem um cálculo proporcional por hora! Se eu passo rapidinho só pra almoçar ou dou uma paradinha, sou penalizado igual. Esse modelo, focado só em quem entra, parece mais uma barreira de acesso do que algo razoável. • Risco de Espantar Turista: Eu e os comerciantes locais estamos com medo de que essa taxa afaste os turistas, principalmente a galera com menos grana ou quem pode ir pra outra cidade da Serra da Mantiqueira. O impacto na economia da cidade – que vive disso – pode ser maior que o benefício ambiental. É um tiro no pé! A Ideia é Boa, a Aplicação é Fraca Eu aceito a ideia da Taxa de Preservação Ambiental. É uma tendência mundial botar o custo ambiental do turismo na conta do turista. Pra mim, o problema não é o conceito, é a execução. É a fragilidade da governança e a falta de clareza na hora de implementar. A TPAM está no limbo: pode ser uma ferramenta poderosa pra dar um gás nas finanças do saneamento e do lixo, mas corre um sério risco de ser vista só como um "pedágio turístico". Pra evitar isso, o Executivo precisa mostrar imediatamente um plano de metas ambientais e de infraestrutura com números claros.
Sem isso, esses R$ 30 milhões anuais vão ser só a prova de que a cidade está terceirizando a responsabilidade fiscal para o turista, sem garantir a contrapartida de uma preservação ambiental de verdade e transparente. O que você acha dessa taxa? Vai rolar fiscalização de verdade?

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

A Crônica da Mantiqueira e a Marca do Destino

A Mantiqueira é uma senhora velha e paciente, e o tempo em seus flancos sempre correu com a preguiça das névoas densas que se arrastam pelos picos. Se hoje o asfalto pulsa com o frenesi turístico da Vila Britânia, houve um tempo em que Campos do Jordão era apenas a Fazenda Natal: um vasto silêncio intocado onde o único código era a altitude e o futuro da cidade não passava de uma miragem congelada no ar fino. Este imponente platô, é bom que se diga, não foi descoberto. Ele foi, à maneira de tudo o que é grandioso e inevitável, lentamente desvendado. Lá pelo início do século XVIII, a geada em seus campos gelados já tinha a familiaridade dos passos dos Bandeirantes. Homens duros, como Martim Correia de Sá e o lendário Gaspar Vaz da Cunha, o “Oyaguara”, até cruzaram por aqui. Mas não se detiveram. A terra era bela, sim, mas era apenas um rude trampolim, uma ponte necessária a caminho do ouro de Minas. Por séculos, esta promessa da Mantiqueira permaneceu em um sono profundo. Era uma humildade esquecida que, mesmo quando o século XX já espreitava, mal arranhava a vastidão da natureza, resumida em dois núcleos tímidos: a Vila Nova e a singela Vila Velha, que hoje chamamos Jaguaribe. Mas a ambição humana, amigos, é mais teimosa e implacável que a própria História. Ela não suporta o indefinido, o pro indiviso. A Fazenda Natal, aquele gigante adormecido, era um barril de pólvora partilhado por centenas de condôminos, e era óbvio que a divisão viria. E foi o Dr. Domingos José Nogueira Jaguaribe quem, com a ponta de uma pena, ativou o gatilho do destino. Em 1896, sua petição inicial pôs em marcha a pesada e fria máquina da lei. A notícia do fatiamento da Mantiqueira foi para o Diário Oficial, seca e formal. O drama cartorial, iniciado no pacato Foro de São Bento do Sapucaí, não tardou a mergulhar na tragédia. Demarcar a terra era uma tarefa de Hércules. Não bastavam as réguas e os teodolitos; era preciso coragem. O primeiro agrimensor nomeado, o respeitável Dr. José Magalhães, encontrou um fim brutal que transformou a papelada em manchete. Era o finalzinho do século, 28 de dezembro de 1899. O engenheiro tombou, atingido por um tiro de espingarda calibre 24. O autor? Um dos condôminos, o temido João Rodrigues da Silva, mais conhecido como João Maquinista. A contenda, nascida de uma mesquinha briga por um desvio de água, deixou um rastro de sangue onde hoje as ruas Tadeu Rangel Pestana e João Rodrigues Pinheiro se cruzam. O crime, claro, ecoou muito além dos vales. Tornou-se um escândalo amplamente noticiado na Capital, atirando a violência rústica da serra para o palco da opinião pública. O pavor era tão palpável que os sucessores nomeados, intimidados pelo martírio do colega, simplesmente renunciaram à empreitada. A Ação de Demarcação mergulhou num sono forçado. A terra ferida exigia seu tempo de luto. A roda da história só voltou a girar, pesada e lenta, em 1907. E vejam que ironia: foi impulsionada por capital estrangeiro. A Casa Nathan e Cia. vendeu seus direitos à Société Financière Franco-Brésilienne, de Paris. A Companhia Francesa não tinha medo, apenas negócios. E achou o homem que se atreveria a enfrentar o fantasma do Maquinista: o Dr. Robert John Reid, um escocês contratado a peso de ouro para a medição final. Sua jornada seguiu o rito da época: lombo de cavalo, isolamento. Reid estabeleceu seu quartel-general na simplicidade da Vila Nova e mergulhou no coração da terra, transformando o mapa em realidade. Meses se passaram no compasso minucioso da topografia. Cada medição era um passo para encerrar a velha querela. Em 14 de novembro de 1907, ele apresentou o rigoroso “Memorial Descritivo de Medição do perímetro da Fazenda Natal” – a certidão de nascimento formal de Campos do Jordão. O martelo da Justiça, lento e pesado, só foi batido em 1908. A vasta Fazenda Natal foi retalhada em 107 quinhões, fatiada sob a proteção da lei. Mas a história da terra, sabemos, é feita de disputas tão antigas quanto as montanhas. O processo, inchado em seus 12 volumes, gerou uma cascata de recursos. O embate migrou para as esferas superiores, e a espera paciente se estendeu por anos. Somente em 12 de junho de 1913, a Suprema Corte do país, com sua voz final, ratificou a sentença. Só então, após anos de trabalho, disputa e aquela marca permanente de sangue na Mantiqueira, a demarcação de Robert John Reid alcançou a imutabilidade da coisa julgada. O sonho da ilusão suspensa no ar gélido ganhava, enfim, fronteiras de papel e lei, pavimentando o caminho para a estância que Campos do Jordão viria a ser. E é por isso, talvez, que o vento da serra ainda soa como um sussurro de histórias... e um pequeno lamento de espingarda.

terça-feira, 8 de abril de 2025

Campos do Jordão, 151 anos.

 


Fundada em 29 de abril de 1874, Campos do Jordão completa 151 anos, em 2025, uma jovem cidade que já conquistou seu destaque nacional há muito tempo.

Em um país de dimensões continentais e com milhares de maravilhas naturais espalhadas por todo o seu território, Campos do Jordão, figura entre as 50 cidades com maior número de reservas, segundo o site especializado Panrotas.

Hoje, a cidade conta com um dos maiores parques hoteleiros do país, com hotéis e pousadas, de todos os gostos e orçamentos.

Além desta vasta rede hoteleira, a cidade já conta com uma gastronomia que não deixa nada a desejar para nenhuma cidade do Brasil e do mundo.

Mas, não são somente os hotéis e restaurantes que a cidade oferece, em Campos do Jordão, você encontra os melhores parques para a diversão de toda a família e as melhores cervejarias artesanais do estado.

Campos do Jordão é como diz em seu hino, uma joia do alto da serra e uma obra suprema do divino Mestre.

A felicidade de ser jordanense, e de poder desfrutar de todas estas belezas naturais e do crescimento de seu turismo, graças a força e a garra dos trabalhadores jordanenses; que levam diariamente o nome da cidade para todos os lugares do país, é o maior presente que posso ganhar nesta data.

Mas gostaria de pedir que nossos governantes tenham a mesmo orgulho e a mesma força do jordanense comum para manter e dentro do possível melhorar as condições deste povo trabalhador que tanto oferece sem nunca pedir nada em troca.

Parabéns, Campos do Jordão! Parabéns, povo jordanense.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Um prefeito influenciador.



É obvio que ainda é muito cedo para fazer uma avaliação sobre a nova gestão que tomou o controle do gabinete da prefeitura de Campos do Jordão no dia primeiro de janeiro.

Por um entendimento subentendido da imprensa nacional, esta avaliação dever ser feita somente depois dos 100 primeiros dias da posse, porém, alguns fatos merecem uma avaliação já nos primeiros dias da nova gestão.

Destaco nesta primeira avaliação a importância que as redes sociais têm hoje na relação povo/estado.

Comunicativo e sempre simpático o novo prefeito tem se destacado por usar esta ferramenta não somente como meio de propaganda, mas de comunicação direta com a população; O que para alguns aparenta ser um exibicionismo desnecessário, para muitos é uma forma simples e eficaz de manter a população a par dos acontecimentos e do trabalho diário do prefeito.

E é exatamente por meio destas postagens em redes sociais que podemos avaliar que apesar de ter passado somente 30 dias de sua posse, muitas de suas promessas de campanha já estão em andamento.

Além disso, está interação digital proporciona ao cidadão comum uma inédita relação com o poder público local, onde ele pode emitir instantaneamente a sua opinião sobre os temas abordados pelo prefeito sem filtros e principalmente sem intermediários.

As redes sociais hoje são parte integrante da vida cotidiana das pessoas e a sua regulação, monitoração ou proibição, seja em qualquer nível, significa uma interferência direta no direito de liberdade individual do cidadão.

Ver as redes sociais como inimiga da democracia não é somente andar na contramão da história, é negar a realidade.

Caso o prefeito mantenha esta interação digital, proporcionando uma inédita cooperação direta com a população por todo o seu mandato, a probabilidade do sucesso de sua gestão se torna algo realmente factível.

Sobre a eleição do presidente da Câmara, apesar do escolhido ser um dos fundadores da Republica dos Menudos, juntamente com o ainda Ilustre Desconhecido, a verdade é que a sua capacidade de articulação política e de comando da mesa da Câmara de Vereadores é inquestionável.

Se ele for leal ao atual prefeito, como foi com o Querubim de Ribeirão Preto, algo realmente diferente pode acontecer na administração da cidade nos próximos quatro anos.



terça-feira, 8 de outubro de 2024

Nada como uma eleição atrás da outra com um punhado de eleitores infiltrados no meio.

Uma das coisas que mais me atraem na política é que, assim como a vida, ela é uma eterna caixinha de surpresas, por isso, cabe fazer uma pequena reflexão a respeito dos números das urnas neste pleito. 

Vamos juntos ler as entrelinhas para compreender e diagnosticar o que aconteceu durante a montagem dos quatro times que participaram desta corrida, para tentar entender o que realmente aconteceu para que uma eleição que tinha tudo para ser a mais disputada das últimas décadas virar uma goleada histórica.

Antes, porém, é bom deixar claro que esta análise não se trata de um juízo de valor das pessoas dos candidatos, mas apenas uma análise a respeito dos acontecimentos que levaram a campanha deste ano aos surpreendentes números finais registrados nas urnas.

Começaremos pelo último colocado, Jhonny Salvino, que apesar da votação simplória, 1.855 votos, menos que sua segunda votação para vereador em 2020, temos de admitir que cumpriu claramente com o combinado com a sua base.

Mesmo sabendo que as suas chances de ser eleito, desde o início, eram completamente nulas, renunciou à sua garantida reeleição como vereador e manteve a sua palavra, levando a sua candidatura até o final.

Para mim, o ponto de inflexão de sua campanha foi o seu inconsciente aceno à campanha do Querubim de Ribeirão Preto.

Talvez nem mesmo ele ainda tenha se dado conta deste aceno, mas com certeza vai se dar quando perceber que seu rompante vai lhe render mais dores de cabeça do que alegrias no decorrer dos próximos anos.

A próxima da lista é a eterna candidata Maria Joaquina, que obteve 4.267 votos, ainda não foi desta vez, mas quem sempre tenta, um dia chega lá.

Mesmo com todo o apoio partidário que teve, com todos os pesos-pesados nacionais do seu novo partido estando pessoalmente empenhados em sua eleição, ela obteve menos da metade dos votos de 2020.

O problema é que claramente ela não se sente confortável sob a bandeira e os ideais de seu novo partido, isso pode ser confirmado pelo racha que sua filiação ao PL causou em sua base de sustentação.

Esta escolha fez com que grande parte de seus apoiadores históricos preferisse, por conta da polarização política, declarar publicamente apoio ao tucano envergonhado do que se manter fiel à sua candidatura.

Um gesto aparentemente coerente, mas que, na prática, nada mais é do que uma demonstração de imaturidade política e ego hiper inflado, uma característica natural de seus antigos aliados.

Estes seres iluminados preferiram perder os dedos, se associando ao que há de pior na política local, do que entregar os anéis, apoiando sua antiga aliada, abrindo momentaneamente mão de suas aspirações pessoais para alcançarem juntos seus objetivos e, aí, sim, com o poder nas mãos, implementarem as suas políticas.

Como já tinha dito em minha última análise, o problema das campanhas da Joaquina continuam sendo os mesmos. Apesar de ser uma incontestável liderança política, ela ainda não conseguiu montar uma equipe coesa e fiel ao seu redor. A cada eleição, seu núcleo duro varia e muda conforme as conveniências.

Se ela não consegue persuadir nem mesmo seus “amigos” imagina os desconhecidos.

Frederico Guidone, 4.774 votos, este conseguiu uma façanha inacreditável, de idealizador e fundador da vitoriosa e próspera Republica dos Menudos, que tinha tudo para comandar os destinos políticos da cidade por pelo menos 30 anos acabou se transformando na cunha que rachou e afundou a sua própria criação.

O ex-tucano e, agora, Kassabista, começou a perder a eleição quando da escolha do atual prefeito para a sua sucessão. 

O que deveria ser uma pacífica passagem de bastão no grupo se transformou em uma imposição, que conseguiu desagradar a todos, até mesmo o próprio escolhido.

Não é segredo para ninguém que a escolha de outro nome que não fosse o do atual prefeito diminuiria significativamente a influência do ex-prefeito na política doméstica jordanense e para preservar a sua esfera de poder, resolveu impor a sua vontade.

Desgostosos com esta atitude, o inevitável racha aconteceu na parte mais sensível de seu grupo, na base de apoio de seus principais aliados.

A força motriz da República dos Menudos foi comprometida no momento em que os colaboradores de seus aliados resolveram manter o acordo original e passar o bastão para seu vice à revelia da vontade do Big Boss.

Foi aí que o ciclo de poder e principalmente da liderança da República dos Menudos foi atingida de morte.

E assim como chegou, o Ilustre Desconhecido partiu, sem deixar rastro, muito menos saudades.

Enfim, chegamos aos avassaladores 15.653 votos do candidato eleito.

O que tinha tudo para ser uma sofrida campanha de recuperação de seu prestígio perante o eleitorado acabou se transformando em um avassalador apoio popular.

Demostrando grande habilidade na escolha de seus aliados, conseguiu reverter um quadro de desconfiança depois de suas últimas desistências em um unânime apoio não somente da população, mas de praticamente todas as principais lideranças políticas da cidade.

Maduramente, soube manter a sua campanha e principalmente seus apoiadores nos trilhos, não se deixando levar pelas provocações e mantendo o foco somente em suas propostas.

Acumulando mais votos que todos os seus adversários juntos, incluindo os votos em branco e nulos, obteve uma incontestável e histórica vitória.

Se hoje ele tem a satisfação de ter um apoio nunca dado a outro, a partir do dia 1º de janeiro também terá a responsabilidade de devolver à população pelo menos uma parte do respeito nele depositado.

Sobre a nova composição da Câmara de Vereadores, eu não iria escrever uma linha sequer, tendo em vista que a minha opinião sobre ela continua a mesma: de onde menos se espera, daí é que não sai nada mesmo.

Para mim, a casa que deveria ser do povo não passa de uma mera carimbadora das vontades do gabinete do prefeito, não tem força e relevância para absolutamente nada.

Mas, dois acontecimentos acabaram por chamar a minha atenção e merecem um registro.

O primeiro é a composição matemática que o destino preparou para as próximas sessões, esta divisão com toda certeza será uma atração à parte.

As 13 cadeiras disponíveis no plenário assim acabaram se dividindo: 7 cadeiras, ou a maioria simples, esta nas mãos da coligação do prefeito eleito, 5 estão sob domínio da coligação adversária e a última eu classificaria como independente, e em determinadas votações poder se tornar o voto de minerva.

O segundo destaque foi a eleição da Dra Izabel. Se ela conseguirá fazer a diferença, não se sabe, mas com certeza somente a sua presença no plenário já será o suficiente para diminuir significativamente a arrogância de seus pares.

Apesar da expectativa de grandes mudanças a partir de 1º de janeiro de 2025, a única certeza que tenho hoje é que, pelo menos, as manchetes e os miolos dos jornais locais serão durante alguns meses mais criativos e divertidos.

Por fim, queria deixar registrado a minha sincera admiração por um dos maiores estrategistas políticos de Campos do Jordão, Sebastião Aparecido Cesar.

Gostem dele ou não, a verdade é que ele sempre está um passo à frente de seus aliados e vários de seus adversários. 

E por mais uma eleição, o conhecido Tião Cesar consegue um assento privilegiado na primeira fila da cerimônia de posse do dia primeiro de janeiro.


quinta-feira, 14 de setembro de 2023

A tempestade perfeita.

 


Enquanto os políticos locais começam a colocar a cabeça para fora da carapaça, de olho grande no maior bem do cidadão jordanense, que é o seu voto, o resto do país aprofunda a sua fúria separatista com uma virulenta perseguição a todos que ousam pensar diferente.

Paralelo a este comportamento de avestruz dos brasileiros/jordanenses, o mundo caminha, a passos largos, para um conflito armado generalizado na Europa.

Engatado a uma crise de saúde e principalmente comportamental, sem precedentes, que assolou o planeta, o conflito na Ucrânia veio para arrastar de vez a Europa e a reboque a América para um buraco negro econômico que pode levar o ocidente em apenas algumas décadas de volta ao século XIX.

A conta da pandemia e das sanções desastrosas impostas pela UE e pelos EUA a Rússia, encarecendo a matriz enérgica europeia, literalmente saiu pela culatra, e a conta já está chegando ao bolso dos europeus e em alguns meses baterá as portas da América e por consequência do terceiro mundo.

A desaceleração da economia na cidade, nestes últimos meses, é reflexo desta guerra econômica que está sendo travada entre o ocidente e o resto do mundo.

O problema todo está concentrado exatamente no encarecimento das matrizes energéticas (gás natural e petróleo) e nos insumos agrícolas (fertilizantes) que estão em sua grande maioria concentrados exatamente nos territórios orientais.

O gás natural e petróleo influenciam diretamente na produção industrial e nos transportes e os insumos na alimentação, os três pilares econômicos do mundo moderno.

Se estas pendengas entre a OTAN e Rússia e entre os Estados Unidos e a China persistirem e se somarem as mazelas do fique em casa que a economia a gente vê depois não haverá construção civil ou turismo que salve os empregos jordanenses.

Em um mundo completamente globalizado, um espiro do Putin em Moscou coloca o Lula na UTI em Brasília.

 


O passaralho da dignidade.

 


Não é segredo para ninguém que o jornalismo é uma das profissões mais traiçoeiras e desunidas do mundo, o que poucos sabem é que no meio sempre rolou uma espécie de acordo de cavalheiros negando esta realidade. Os desafetos minimizavam seus desentendimentos em público e as tretas sempre ficavam restritas as redações.

Nos dias de hoje, onde o caráter do profissional é o que menos importa, desde que ele esteja alinhado a patota progressista, até mesmo este acordo está sendo deixado de lado.

Profissionais de conduta duvidosa e principalmente grandes medalhões do jornalismo estão festejando publicamente a dispensa de colegas da Jovem Pan, emissora que vem passando por graves problemas financeiros advindos da perseguição que vem sofrendo por sua posição política.

A falta de profissionalismo misturada com ranço político e muito bem temperada com a mediocridade intelectual destas figurinhas é tão grande que eles se esqueceram que o passaralho de profissionais do jornalismo não é exclusividade da JP, mas de todas as tvs abertas do país.

Record, Bandeirantes e até mesmo a toda poderosa Rede Globo, estão promovendo demissões em massa, reduzindo grandes salários e dispensando profissionais dos bastidores e, para quem não sabe, neste ano em especial, o passaralho no jornalismo nestas emissoras foi o maior da história.

O mais engraçado é que os profissionais que enchem a boca para falar em defesa da democracia são exatamente os primeiros a pedirem a cabeça e festejarem, sem vergonha nenhuma, a demissão de colegas por ousarem pensar diferente. M

Muitos chamam este comportamento asqueroso de hipocrisia, eu chamo pelo nome. Canalhice!

 

 


quinta-feira, 25 de maio de 2023

Trono de Ferro

 


A dança das cadeiras, no secretariado municipal, já nos mostra com bastante clareza, como vão se recompondo o velho bloco político, que domina a cidade há quase 12 anos, e a tentativa de compor um novo para “quebrar” a hegemonia dos quatrocentões jordanenses.

Hoje eu vou compartilhar com vocês o que penso a respeito da penúltima capa do jornal A Tribuna (edição nº 579), que traz um apanhado geral dos supostos pré-candidatos as próximas eleições majoritárias municipais no momento. Já adianto que esta capa não está nem perto das figuras que realmente veremos estampadas na urna eletrônica no dia da eleição, mas é o que temos para hoje, então, vamos lá!

Das 9 personalidades em destaque, 7 são do mesmo grupo político e, os dois restantes, como bons políticos, sempre estarão abertos ao diálogo.

No que se refere ao grupo mais robusto estampado na capa, dois já são carta fora do baralho, por motivos mais do que óbvios, estão na capa apenas para preencher o espaço vazio, a batalha pelo Trono de Ferro, instalado no antigo dispensário, vai ser boa e deve ficar entre os sete restantes, a saber...

Apesar de estar se dando muito bem, onde está hoje, o ilustre desconhecido sabe que nunca terá proeminência política fora da prefeitura jordanense. Político experiente sabe que o grande problema em regressar para a política caseira é que não pode mais aceitar outro cargo a não ser o de prefeito.

Por outro lado, se resolver bater o pé e se candidatar, duvido que alguém de seu grupo terá coragem suficiente de peitar a sua decisão. Neste caso, a vaga do grupo mais poderoso vai depender somente da vontade do querubim de Ribeirão Preto.

O quatrocentão, que já pilota a cidade, se quiser continuar no cargo, vai ter de driblar a vontade política do dono do paranauê todo e sufocar o ímpeto dos componentes da república dos menudos, já fartos de servirem de escada para os objetivos políticos de outros. O mais complicado, neste processo, vai ser aplacar a ira dos jordanenses que estão mais abandonados do que nunca nestes últimos 3 anos.

Sinceramente, não vejo vontade, força política e muito menos carisma para tanto, sua possível candidatura, se vingar, vai servir somente de bucha de canhão.

Já o fisioterapeuta, mais querido da cidade, apesar da vontade e, de seu suposto destaque no grupo, afinou tanto na última disputa que perdeu seu principal ativo político, a admiração do eleitor.

Porém, o menino não tem muitas opções, ou vai para as cabeças, ou se resigna com uma cadeira na Câmara (se conseguir) ou, com uma secretaria, o que sepultaria para sempre as suas pretensões de um dia se apoderar do Trono de Ferro, não pela relevância ou, irrelevância de seus cargos, mas, principalmente, por sua apatia nas retas finais nas disputas de bastidores.

Outro do grupo, na capa do jornal, que pode ter um lugar na urna, é um empresário que deve estar mais acomodado do que nunca no seu recém-reformado hotel e no aconchego de seu lar, além da paz que vive em seu atual cargo.

Pode ser candidato somente em duas hipóteses: se tudo der errado para os outros, ou se a família botar fé!

O único real problema para o retorno triunfante do ilustre desconhecido é a pretensão política do menino que levou a Câmara nas costas, por oito longos anos, dando todo o suporte para o prefeito da época voar sem absolutamente nenhuma turbulência em um lindo céu de brigadeiro.

Este sim! Tem nome, força política, grupo, argumento, carisma e, principalmente, bala na agulha para estampar a sua carinha na urna nas próximas eleições. Cabe somente saber até onde vai a sua “vontade” em lutar por isso.

Pode haver algum racha neste grupo? Sim, claro! Mas nada que abale a existência de seu ecossistema afinal, político bom é aquele que sabe que pode até perder uma eleição, mas nunca o poder.

Das duas carinhas restantes, uma não acho impossível, mas muito complicado, o que sobra de ambição em furar a fila do Trono de Ferro, no resto falta de tudo um pouco: nome, grupo, força política e especialmente carisma.

Já a querida e eterna interprete de Libras precisa, antes de mais nada, se afastar de sua imagem progressista, comprovadamente o jordanense não simpatiza com este perfil, no resto, precisa ser a protagonista e não a coadjuvante de roteiro alheio, o que elimina praticamente 100% de seus atuais aliados.

Antes de pleitear o Trono de Ferro, a menina tem que formar seu próprio exército, que além de coeso na tomada do poder, tem de ser fiel o suficiente para mantê-lo.

Um exército pronto para lutar até o último guerreiro por sua Rainha.

Quanto a nova composição do secretariado, nada a analisar, é o que chamamos de secretariado da xepa, não muda nada e serve somente para ampliar as possibilidades futuras.

Falando sobre o futuro, não vou desperdiçar as minhas habilidades adivinhando se alguém desta capa, ou se nenhum deles, será o novo dono da Joia do Alto Serra que vai continuar a ditar a velha regra que jordanense não precisa de educação, saúde, emprego ou de transporte público, precisa apenas de turista.