Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

sexta-feira, 10 de março de 2017

Estaca zero. - A Tribuna

Ainda que seja assombroso ter mais um carnaval de rua cancelado, não foi surpreendente que a população tenha considerado o fato normal. Mas o que realmente é assombroso e surpreendente é o cancelamento ser usado sem cerimônia como propaganda de uma suposta responsabilidade com os gastos públicos.  Exemplo clássico de como transformar um limão em limonada.

Apesar de ser a festa do povo, não é a primeira vez que o carnaval jordanense fica restrito as áreas nobres da cidade, privilegiando apenas uma parcela da população e enclausurando o resto em um espaço fechado e discreto.

Apesar das centenas de “good news” produzidas na linha de produção jornalística instalada no primeiro andar do gabinete, dando conta das proezas administrativas de nosso prefeito, durante os últimos quatro anos, colocando Campos do Jordão em posições de destaque entre as cidades com melhor gestão pública no Estado, como foi no caso do “ranking da Folha” e na “classificação do TC”, a realidade estranhamente teima em seguir na contramão destas notícias.

Depois de quatro anos, reclamando de sua herança maldita e prometendo uma terra que emanaria leite e mel, caso a população lhe desse mais um voto de confiança, a única coisa que podemos destacar nestes primeiros dois meses é a repetição dos mesmos erros cometidos por todas as administrações passadas, incluindo a dele mesmo.

Mesmo tendo investido pesado em uma propaganda empenhada unicamente em influenciar a opinião pública, incutindo no subconsciente da população através dos meios de comunicação a ideia da existência de uma administração diferenciada e eficiente, que proporcionaria a população um grande período de tranquilidade, o cancelamento de mais um carnaval dá sinais claros que o plano não deu certo.

Apesar das desculpas dadas no Decreto 7614/16, tentando explicar as razões de mais um cancelamento do carnaval de rua, alegando novamente a falta de recursos dada a grave crise econômica por qual passa todo o país, serem a primeira vista relevantes, paradoxalmente, vão de encontro as notícias amplamente difundidas a respeito da eficiência no controle das finanças públicas, mostrando que o problema não é tão simples como querem que acreditemos.

Contínuo afirmando sem receio, que administração pública que vive única e exclusivamente do turismo e considera a realização da maior festa popular do mundo como gasto e não como investimento, definitivamente não pode ser levada a sério.

Os prejuízos recorrentes com as chuvas, as reclamações com a eterna falta de asfalto nas ruas, o alarmante crescimento da criminalidade e o cancelamento de um evento de grande porte que ajudaria a alavancar o maior filão econômico da cidade, dão mostras que a maior qualidade de nosso prefeito contínua sendo a retórica e não a gestão.

Depois de tudo o que foi dito e prometido, a verdade é que voltamos à estaca zero.

Enquanto a prefeitura e a câmara sambam, o povo dança!

quinta-feira, 9 de março de 2017

O homem precisa se respeitar, antes de merecer o respeito dos animais.

Mesmo cheio de sofismos, o Projeto de Lei 02/2017, que dispõe sobre a definição de maus-tratos contra animais foi aprovado em segunda votação, na Câmara Municipal, na noite de ontem e agora aguarda a sanção do prefeito.

Assunto espinhoso que apesar da aparente simplicidade esconde inúmeros impactos na vida social, econômica e até mesmo religiosa de uma cidade, portanto, deveria ser melhor analisado pela sociedade antes de virar lei.

Ninguém em sã consciência é contra uma lei de proteção animal, mas muitos aspectos devem ser levados em consideração antes de jogar tudo dentro de um liquidificador e rotular como maus-tratos.

Uma das principais cobranças que hoje fazemos aos seres humanos é que ele tem de entender que faz parte do meio ambiente, e que deve respeitar e tratar todos os demais seres vivos como iguais, consequentemente detentores dos mesmos direitos, incluindo a vida.

Paradoxalmente não podemos negar que ao fazer parte do meio em que vivemos, estamos inevitavelmente incluídos também em sua cadeia alimentar.

Entre tantas outras definições, somos carnívoros e necessitamos da proteína animal para sobreviver e continuar evoluindo, isso é uma verdade inconteste.

Chegamos onde chegamos, graças as proteínas animais.

Respeito quem não inclui qualquer derivado animal em sua alimentação e creio piamente que em algum momento de nosso futuro, por inúmeras razões, não necessitaremos mais deste recurso para manter nossa sobrevivência sem comprometer nossa evolução.

Mas também creio que estigmatizar quem ainda consome carne e derivados animais como monstros é no mínimo um radicalismo burro, desonesto e principalmente hipócrita, se levarmos em consideração que os vegetais também são de alguma maneira seres vivos.

O que realmente me assusta neste debate sobre direitos e deveres de animais e humanos, nem de longe é a parte alimentar, mas as armadilhas culturais que estão escondidas em seu teor.

Entre os vários motivos das guerras que assombram a humanidade desde a sua criação, a questão religiosa é uma de suas principais, e o Oriente Médio com suas eternas Guerras Santas esta aí para comprovar.

Desta maneira, uma simples proibição de sacrifícios ritualísticos pode se tornar ao longo dos anos em um grave conflito étnico e religioso.

Antes que alguém resolva sair dizendo que sou a favor de sacrifícios, adianto que sou completamente contra, mas não acho que por conta disto tenho o direito de desrespeitar a crença religiosa de outros.

Aproveito para lembrar que o sacrifício não esta presente somente nas religiões de matriz africana, esta presente também no judaísmo e no islamismo.

Considerando todos estes aspectos, criar situações em que uma pessoa é proibida de sacrificar ritualisticamente uma galinha para oferecer ao seu Deus, mas tem permissão de matar quantas quiser para fazer o almoço de domingo, não me parece ser uma decisão inteligente.

Por outro lado, ser vegetariano e protetor de animais não faz uma pessoa ser automaticamente boa. Hitler era os dois e mesmo assim propôs e colocou em prática o extermínio de milhões de semelhantes.

Concluo afirmando que não sou contra o projeto, muito pelo contrário, mas acho que alguns aspectos técnicos como a não-observância da Constituição Federal e a interferência na cultura religiosa de uma camada significativa da população sem um debate respeitoso e abrangente, fragiliza a Lei e compromete o seu cumprimento, o que pode acabar gerando um desconforto em todas as partes envolvidas e terminar em sérias querelas futuras.

A humanidade precisa criar um código de convivência em comum, sem a necessidade da imposição da vontade de alguns sobre a vontade de muitos, para depois buscar o respeito dos animais.

Abaixo transcrevo o projeto de lei com os meus comentários marcados em negrito vermelho, a justificativa do projeto e o comunicado do Governo do Estado a respeito do valor da UFESP para 2017:

PROJETO DE LEI Nº 02/2017, DE 10 DE JANEIRO DE 2.017

Dispõe sobre a definição de maus-tratos contra animais no Município de Campos do Jordão, e dá outras providências.

(de autoria do Vereador Márcio Roberto Toledo Júnior)

Artigo 1º – São considerados abuso ou maus-tratos contra animais quaisquer ações ou omissões que atentem contra a saúde ou a integridade física ou mental de um animal, notadamente:

I – privar o animal de suas necessidades básicas;

II – lesar ou agredir o animal, causando-lhe sofrimento, dano físico ou morte, salvo nas situações admitidas pela legislação vigente;

III – abandonar o animal sob qualquer pretexto ou deixar de prestar socorro em casos de atropelamento, mesmo que acidentais;

Emenda 462/17 III – abandonar o animal sob qualquer pretexto ou deixar de prestar socorro em casos de atropelamento, mesmo que acidentais, quando houver possibilidade de prestação de socorro. O Proprietário do Animal, se houver, torna-se co-responsável em qualquer hipótese.

IV – obrigar o animal a realizar trabalho excessivo ou superior às suas forças naturais ou submetê-lo a condições ou tratamentos que resultem em sofrimento, desconforto ou tortura, seja ela física ou mental;

Emenda 462/17 IV – utilizar o animal visivelmente ferido, debilitado ou extenuado, em qualquer tipo de trabalho.”

V – criar, manter ou expor o animal em recinto desprovido de segurança, limpeza e desinfecção;

*Quem definirá o que pode ser considerado desprovido de segurança, limpeza e desinfecção

VI- utilizar animal em confronto ou luta, entre animais da mesma espécie ou de espécies diferentes;

VII – utilizar animais em rituais religiosos;

Emenda 473/17 “VII – sacrificar animais em rituais religiosos”.

*Definição de ritual segundo o dicionário Caldas Aulete: ritual(ri.tu:al)
1. Ref. a rito.
2. Regular, habitual como um rito (cuidados rituais).
3. Rel. Culto de caráter religioso (rituais pagãos).
4. Rel. Conjunto de ritos de uma religião ou de uma igreja.

A palavra ritual engloba toda e qualquer manifestação religiosa e não somente os “sacrifícios”.

Afronta os artigos 5º, 19º e 215º da Constituição Federal:

Art. 5° Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

Art. 19°. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;.

Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.

§ 1o O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.

Alem disso o STF irá julgar o RE (Recurso Extraordinario) 494601 que decidirá se animais poderão ou não ser sacrificados em rituais religiosos.

VIII – provocar envenenamento em animal que resulte ou não em morte;

IX – deixar de propiciar morte rápida e indolor a animal cuja eutanásia seja necessária, recomendada e executada por médico veterinário, procedimento este que somente deverá ser feito após aplicação de medicamentos que causem inconsciência total no animal (anestesia);

X – abusar sexualmente de animal;

XI- promover distúrbio psicológico e comportamental em animal;

XII – outras ações ou omissões atestadas por médico veterinário, nos quais fiquem evidentes situações de abuso ou maus-tratos;

Artigo 2º – A ação ou omissão que implique em abandono ou maus-tratos contra animais sujeitará o infrator às sanções previstas na Lei Federal 9605/98, artigo 32°, além das penas previstas nessa Lei Municipal.

*Art. 32° da Lei Federal 9605/98. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:

Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.

§ 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.

§ 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

Artigo 3º - Na aplicação de multa simples em razão de determinada ação ou omissão que implique em abandono ou maus-tratos contra animal, serão observados os seguintes limites:

*Valor da UFESP’s para o período de 01/01 a 31/12 de 2017 – R$ 25,07

I – 38 (trinta e oito) UFESP’s, em casos de abuso, maus-tratos, omissão, negligência e abandono, que não acarretem lesão ou óbito ao animal, multa essa aplicada por cada animal envolvido;

*R$ 952,66 – Novecentos e cinqüenta e dois reais e sessenta e seis centavos – por animal

II – 76 (setenta e seis) UFESP’s, em casos de abuso, maus-tratos, omissão, negligência e abandono que acarretem lesão ao animal, multa essa aplicada por cada animal envolvido;

*R$ 1.905,32 – Um mil novecentos e cinco reais e trinta e dois centavos – por animal

III – 152 (cento e cinquenta e duas) UFESP’s, em casos de abuso, maus-tratos, omissão, negligência e abandono que acarretem óbito do animal, multa essa aplicada por cada animal envolvido.

*R$ 3.810,64 – Três mil oitocentos e dez reais e sessenta e quatro centavos – por animal

Artigo 4º - As despesas com assistência veterinária e demais gastos decorrentes dos atos previstos de que trata essa Lei serão de responsabilidade do infrator ou responsável, na forma do Código Civil.

Artigo 5º - A fiscalização dos atos previstos nesta Lei poderá ser feita por qualquer munícipe, mediante provas (fotos, vídeos) ou testemunhas e apresentação de Boletim de Ocorrência, que também poderá ser feito eletronicamente, onde deverão ser apresentados ao Setor competente da Municipalidade para que sejam tomadas as devidas providências, inclusive em relação à cobrança das taxas punitivas previstas nesta Lei.

Emenda 462/17 - “Artigo 5º - A fiscalização dos atos previstos nesta Lei poderá ser feita por qualquer Munícipe, acionando os órgãos Competentes, que poderão dar suporte à ocorrência.”

Artigo 6º - Caberá ao Poder Executivo Municipal determinar a destinação dos recursos advindos dessa Lei, que deverão ser usados exclusivamente para ações que privilegiem animais abandonados ou semi-domiciliados do Município.

Artigo 7º - Essa Lei entra em vigor na data de sua aprovação pelo Poder Executivo Municipal, revogando-se as disposições em contrário.

Câmara Municipal de Campos do Jordão, aos 12 de Janeiro de 2.017.

JUSTIFICATIVA

Devido ao grande número de casos de agressões diversas a animais;

Devido ao grande número de atropelamentos de animais em nossa cidade, sem que haja socorro, o que fere o Decreto Federal 24.645, de 10 de julho de 1934, em seu artigo 3, V, que diz “Abandonar animal doente, ferido, extenuado ou mutilado, bem como deixar de ministrar-lhe tudo o que humanitariamente se lhe possa prover, inclusive assistência veterinária”;

Tendo em vista ocorrências diárias de abandono de animais em todos os cantos da cidade, inclusive filhotes;

Tendo em vista casos de estupro de animais, uso de animais em rituais religiosos, uso de animais em romarias sem observância das Leis vigentes, espancamentos com barras de ferro e pedaços de pau, mutilações com objetos perfurantes e cortantes, tudo isso sem o menor pudor e com a certeza de impunidade.

Comunicado DA-98, de 19-12-2016
(DOE 20-12-2016)

Divulga o valor da Unidade Fiscal do Estado de São Paulo - UFESP para o período de 1º de janeiro a 31-12-2017
A Diretora de Arrecadação, considerando o que dispõe o artigo 603 das Disposições Finais do RICMS, aprovado pelo Decreto 45.490, de 30-11-2000 (D.O. de 1/12/2000), comunica que o valor da Unidade Fiscal do Estado de São Paulo - UFESP, para o período de 1º de janeiro a 31-12-2017, será de R$ 25,07.


De bons samaritanos e boas intenções o inferno esta cheio!

As chuvas de março chegaram com força total na cidade e o desastre da Vila Britânia, quando 40 famílias ficaram desalojadas, foi só um “aperitivo” para o que viria a acontecer no centro comercial da cidade, dias depois.

Casas, escolas, lojas, escritórios e carros foram invadidos pelas águas do Rio Capivari que corta a cidade e os prejuízos para uma cidade que enfrenta uma de suas piores crises financeiras, é incalculável.

Se a administração não tem controle sobre o volume de água que cai em uma tempestade, deveria trabalhar para diminuir possíveis prejuízos, pois sabe que nesta época do ano as chuvas com maior intensidade são recorrentes.

A limpeza de bocas de lobo e do leito dos rios que cortam toda a cidade, antes da estação das chuvas, pode não evitar uma tragédia, mas diminui o impacto direto na vida das pessoas.

Diz um ditado que o Diabo é esperto não porque é Diabo, o diabo é esperto porque é velho.

A “velhice” traz muitos problemas, como cabelos e barba branca (coisa que minha esposa detesta), diminui sensivelmente seu nível de tolerância com besteiras e dores que aparecem do nada, e somem também do nada, assim como vieram. Mas traz também benefícios, e o mais importante deles é a sabedoria acumulada com os anos vividos.

Não precisa ter a minha idade ou estar a beira da morte para se lembrar que enchentes sempre foram parte presente na vida cotidiana do jordanense. Da mesma forma que não precisamos ir a um museu para saber como as autoridades da época lidavam com este problema.

Mas precisa ter a minha idade para saber que até os anos 90, a limpeza preventiva de galerias e dos rios era prática comum, e por conta disto, os problemas com alagamentos nem passavam perto dos existentes hoje. Se o atual prefeito tem alguma dificuldade de saber como se faz o trabalho, é só perguntar ao seu maior apoiador, o Dr. Fausi Paulo, o último prefeito a se preocupar seriamente com este problema.

Além disso, com a limpeza e com a verificação periódica do estado das captadoras pode-se detectar outros problemas na rede de escoamento que podem de alguma maneira estar ajudando na retenção das águas.

Mesmo diante desta destruição, dos prejuízos ainda não calculados e da inércia do poder público, ainda encontramos as “Polianas” que protegem o prefeito com unhas e dentes e credita à responsabilidade da tragédia a população.

Gente que acha mais importante arrecadar alimentos e roupas para tratar o trabalhador que perdeu tudo o que tinha, por incompetência dos órgãos públicos, como indigente, posando de ativista antenado, do que cobrar que os culpados sejam responsabilizados.

Gente que realmente acha que um quilo de alimento não perecível e um sapato usado é o suficiente para resolver o problema.

Enquanto a “geração floco de neve” achar que os políticos não são responsáveis por nada e o povo é culpado por tudo, vamos viver para sempre nesta cidade suja e abandonada.

Campos do Jordão têm muitos advogados, muitos médicos, muitos engenheiros, muitos dentistas, muitos administradores, etc, etc, mas não tem ninguém com um mínimo de bom senso.

Sobre me candidatar a algum cargo público para somente depois ter direito de reclamar, creio que já existe gente incompetente o suficiente na administração, não precisa de mais um.

Por derradeiro, acho que tenho direito de reclamar do prefeito, se levar em consideração que se o governo da Holanda, que tem mais da metade de seu território abaixo do nível do mar, consegue manter os pés de seus cidadãos secos o ano inteiro, não tem justificativa viver em uma cidade a 1700 metros de altura e ter sua população com água pela cintura toda vez que chove.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Celacanto provoca maremoto! - A Tribnuna

A lei! Ora, a lei! Assim Getúlio Vargas ironizava nos anos 40 a forma jocosa como o brasileiro se comporta diante das normas e regras impostas pelas leis no país.

De lá para cá, absolutamente nada mudou, as leis continuam a ser criadas em profusão e sem nenhum critério técnico ou jurídico, e ninguém, nem mesmo seus idealizadores se lembram mais delas, nem mesmo no dia seguinte de sua aprovação – Aqui é assim! Depois de sancionada, a lei tem de cair no gosto do povo, caso contrário, ela não pega!

A falta de necessidade aliada a falta de criatividade para se elaborar uma lei, o desejo de agradar a opinião pública, o compromisso de pagar “dívidas” contraídas em campanha ou simplesmente a obrigação de mostrar trabalho são os ingredientes que dentro do caldeirão das vaidades geram o fenômeno dos “projetos ctrlC ctrlV”, mas nem sempre o que é bom para outras cidades é bom para Campos do Jordão, isso porque os usos e costumes dos moradores de outras cidades geralmente são muito diferentes dos nossos, assim como nossas necessidades e nossos anseios.

É desta maneira que algumas leis, ou melhor, algumas “bombas relógio” de efeito retardado são armadas pelo legislativo e acabam explodindo no colo da população e do judiciário, que tem de rebolar para fazer a tal lei ser aplicada e respeitada, mesmo sabendo que ela é completamente sem pé nem cabeça.

Exemplos de leis remendadas como se fosse um Frankenstein é que não faltam por aqui, e seus efeitos destrutivos para a sociedade e desconcertantes para o legislativo não faz muito tempo já deixaram a cidade em polvorosa.

Quem não se lembra da famigerada “Lei Cidade Limpa”? Pois é! Depois de aprovada em fevereiro de 2009, a tal Lei dormiu em berço esplêndido até entrar em erupção nos meados de 2010, gerando descontentamento generalizado, prejuízo para muitos e lucro para poucos. E como um vulcão, depois de todo o estrago feito voltou a adormecer mostrando a população ser tão importante quanto o significado da famosa expressão “Celacanto provoca maremoto!”.  

A culpa! Ora, a culpa! A culpa também caiu no colo do judiciário que simplesmente fez seu trabalho exigindo o cumprimento da “Lei”.

Aqui contínua sendo assim! Ninguém culpa o criador da lei esdrúxula. Mas todos culpam quem exige seu cumprimento. Sui generis não acham?!

Pois é! Errar é humano, mas persistir no erro pelo visto é ser jordanense. Como se já não bastasse a “Cidade Limpa”, acabamos de acionar o primeiro mecanismo de duas “novas bombas”, caso acionemos seus últimos, nos restará somente aguardar quando e no colo de quem elas irão estourar.

Em algumas ocasiões a inexistência de uma lei acaba sendo mais justo que a sua aplicação. Principalmente em um país onde o legislativo e o judiciário costumam usar as leis contra o povo.

As leis, não importam quais sejam, ou para que fins existam, têm de ser simples, claras, diretas, eficazes e principalmente insuspeitas. Jamais... Abstratas, de duplo sentido, confusas ou en passant, sob pena de se tornarem armas nas mãos dos poderosos.  

Como diria o Barão de Montesquier: “O pior governo é o que exerce a tirania em nome das leis de da justiça”.



domingo, 12 de fevereiro de 2017

Vida que segue. Problemas que se repetem. - A Tribuna

Já entramos no segundo mês de 2017, muitos jordanenses já pagaram a lista de materiais escolares, seu IPTU, seu IPVA, e segundo o impostômetro disponibilizado pela Associação Comercial de São Paulo, até hoje (06/02), a população trabalhadora da cidade também já pagou em impostos aos governos federal, estadual e municipal quase 70 milhões de reais.
Enquanto a vida segue seu curso natural, os problemas com a saúde ainda assombram a população, apesar do silêncio que ronda este assunto, os assaltos e os pequenos delitos tem atormentado o dia a dia de trabalhadores e comerciantes, as ruas sem saneamento básico e sem asfalto neste período chuvoso continuam intransitáveis, até mesmo para tatu de chuteira, os prejuízos causados pelas tempestades se repetem a cada ano, como aconteceu na madrugada da última terça-feira na Vila Britânia, isso sem falar na proliferação das drogas e dos moradores de rua na periferia e principalmente nas ruas centrais da cidade.
Enquanto todos estes problemas continuam castigando a cidade, o sítio oficial da Câmara Municipal até o fechamento desta coluna tem somente três Projetos de Lei protocolados (existem quatro, mas um foi protocolado duas vezes), um pedindo um protetor de pescoço para Raio X e outros dois que dizem respeito ao bem-estar dos animais da cidade.
A respeito do conteúdo dos projetos até hoje protocolados, nem vou entrar em detalhes. Mas as preocupações que estão ocupando as 13 cabeças coroadas do legislativo neste início de mandato merecem maiores reflexões.
Pode parecer injusto de minha parte já estar cobrando os vereadores antes mesmo da “primeira” sessão de trabalhos da casa, mas se o representante da causa animal já se mostra atento a seu eleitorado e teve tempo para elaborar dois projetos de lei, por que os demais não conseguiram se articular no mesmo sentido dentro de suas bases?
Isso prova que a vida legislativa contínua paralela a realidade da cidade, e sem previsão de sintonia.
Mas como a próxima sessão esta prevista somente para o dia 13, a minha esperança é que até lá a pauta de trabalhos da casa esteja bem mais robusta do que se encontra hoje.
Aproveito para registrar a minha preocupação com a possível presença de políticos e ativistas de cidades vizinhas na próxima sessão, a fim de fazerem pressão para que projetos de seu interesse sejam aprovados, presença esta que já foi registrada em uma audiência pública no ano passado.
Alerto os vereadores e os munícipes da cidade que a ingerência de pessoas estranhas a comunidade jordanense na tomada de decisões dentro de nossa Casa de Leis, não significa democracia, e sim submissão.

Seja qual for a decisão tomada por nossos representantes, espero que seja por vontade própria, visando somente o bem-estar dos moradores de nossa cidade, e não em benefício de munícipes ou parlamentares vizinhos.           

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Quando a tragédia se repete a culpa nem sempre é da população.

Quase dez horas da noite e as máquinas da prefeitura ainda estão trabalhando na Vila Britânia. E segundo informações, vão ficar de plantão a noite inteira.

Não quero ser injusto e muito menos grosseiro com os muitos amigos que tenho dentro da prefeitura em seus vários escalões, mas a verdade é somente uma: Se a população não cobra competência dos políticos... A natureza cobra!

Hoje, pela primeira vez: “Executivo” e moradores da Vila Britânia estarão unidos em oração pedindo que não chova esta noite.


A vida real é isso. Se as pessoas não se unem na alegria, se unem na tristeza.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Trump: O novo ícone cult da esquerda brasileira? - Jornal Regional

Dizem que quem esta de “fora” do problema tem maior facilidade de discernir o que os envolvidos nele não conseguem.

Com a enxurrada de “fake news” disseminadas pelas redes sociais a respeito de todo e qualquer assunto, sejam eles os mais relevantes ou os mais fúteis, é praticamente impossível formar uma opinião sem estar contaminado por delírios coletivos.

O meu afastamento involuntário das redes sociais, que me distanciou nestes últimos meses da bipolaridade simplista e burra entre coxinhas e mortadelas confirmou esta teoria.

E um dos fatos (relevantes) que ilustra esta afirmação está ai completamente escancarado para quem quiser ver, mas que ninguém conseguiu perceber até o dia de hoje, é a evidente tendência de Donald Trump pelo autoritarismo esquizofrênico da esquerda bolivariana, e a tendência quase fetichista de nossa esquerda pelas práticas controladoras, burguesas e narcisistas da direita brasileira dos anos 60 e 70... Loucura? Saiam da caixinha e analisem os fatos sem se preocuparem com as ideologias ou com os rótulos:

Discurso populista, nacionalismo exacerbado, protecionismo econômico, xenofobia, guerra contra a imprensa e a criação de uma realidade paralela com a invenção de expressões irracionais como “fatos alternativos”, são quesitos mais do que suficientes para transformar o bilionário bufão americano, e pelos quatro próximos anos, o mais poderoso homem da terra, no novo ícone cult da esquerda mambembe tupiniquim - uma espécie de Che Guevara de terno Alexander Amosu.

Ironia do destino, ou não, o fato é que o líder americano mais imperialista desde o fim da segunda guerra mundial chegou ao poder com o mesmo discurso obtuso da esquerda brasileira.

Não adianta negar, ou remar contra a maré, a globalização é um fato, e prova disso é que a direita e a esquerda de todo o mundo está mais do que nunca, junta e misturada.

E a maior decepção dos americanos não vai ser por terem um bilionário mimado e excêntrico como presidente, mas sim por terem eleito um boneco de ventríloquo controlado pelo Kremlin.

Assim que os americanos conseguirem se distanciar da terra (de Trump) e perceberem o grave erro cometido, emitirão um sinal de alerta como fez a tripulação da Apolo 13: “Washington, temos um problema”.

Quando isso acontecer saberemos se o cowboy bufão terá destino igual à outra embusteira alienada que foi apeada do poder aqui do lado de baixo do equador, ou se conseguirá chegar até o fim de seu mandato sentado no Salão Oval da Casa Branca.

Pobre América! Tão perto do céu, tão longe da realidade.


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Leitor blasé.

Para qualquer jornalista a crítica é apenas uma consequência de seu trabalho, seja ele bem ou mal feito.

Já o desrespeito não passa disto mesmo. Desrespeito!

A minha última coluna no Jornal A Tribuna me rendeu um belo ‘puxão de orelhas’ de um leitor completamente indignado com seu título em inglês.

Até aí, tudo bem! Acho completamente normal e compreensível, até mesmo instigante quando alguém não concorda com a minha linha de raciocínio! E por princípios pessoais e não profissionais não tenho o hábito de questionar quem não compartilha de minhas convicções, para quem acha que sou uma unanimidade! Sinto muito informar: Não sou nem dentro da minha casa! Graças a Deus! Mas por que então, este rompante em especial merece a minha atenção? Porque a forma agressiva como o leitor em questão de dirigiu a mim fez com que meu feeling jornalístico acendesse uma luz vermelha me alertando a respeito de uma possível tentativa de censura, para não dizer de intimidação!   

Em sua bem redigida, mas extremamente deselegante mensagem a redação do Jornal, entre outras coisas, o melindrado leitor me classificou de ridículo e exibido, e ironicamente sugeriu que em minha próxima coluna fizesse o titulo em esperanto ou latim para expor toda a minha versatilidade linguística... (Devo confessar que gostei da sugestão! Quem sabe já na próxima...) Em nenhum momento no decorrer da mensagem o leitor teceu críticas ao conteúdo da coluna se atendo somente a provocação e ao ataque pessoal.

Pois é! Ser jornalista em cidade pequena nem sempre é fácil como alguns propagandeiam. A “brincadeira” sai cara, e o retorno é isso aí! Mas como não levo a vida e muito menos o jornalismo a ferro e a fogo, sei que todas as críticas são mais bem-vindas do que os elogios, por dois simples motivos: Primeiro, porque as críticas sempre são sinceras, já os elogios... Nem sempre! Em segundo, e mais importante, porque a crítica me leva a reflexão e a reavaliação de meu trabalho, e isso sim é o mais relevante!

A equivocada avaliação de minha colaboração no Jornal A Tribuna acabou por me dar a oportunidade de explicar ao inconformado leitor, e aos demais, que estrangeirismo na língua portuguesa não é uma invenção minha. Quem dera! Esta prática apesar de não ser bem vista por muitos é uma ferramenta legítima que qualquer jornalista pode usar para chamar a atenção do leitor, descrever termos técnicos como as expressões latinas usadas na linguagem jurídica ou simplesmente atingir um público específico.

Para quem acha que o estrangeirismo pode ser uma ameaça a língua portuguesa, lembro que este fenômeno assim como qualquer outro, é apenas um modismo de época. Quem tem mais de 60 anos (que aparentemente é o caso do leitor agastado) deve se lembrar das aulas de Francês no ginásio nas décadas de 50 e 60. Isso mesmo! Na primeira metade do século XX a moda não era o inglês, mas sim o Francês, e expressões como: Abajur, balé, batom e toalete, foram incorporados ao nosso vocabulário sem causar prejuízo a nossa identidade nacional.

Nos dias atuais quem nunca fez um “backup” em seu computador, não guardou suas músicas preferidas em um “pen drive” ou fez um “chek-in” no “WhatsApp”?

No meio jornalístico jargões como: “briefing”, “release”, “copyriht”, “off” e “deadline” são usados naturalmente sem comprometer o nacionalismo nem a comunicação com o público.

Desta maneira, usar palavras de outras línguas pode não ser usual ou bem visto como foi o ocorrido com o leitor que ficou desconfortável com o título de minha última coluna, mas creio que chegar ao extremo de classificar de grotesca e exibicionista foi no mínimo um exagero que evidencia o nível do provincianismo encalacrado em algumas camadas da classe média e alta da cidade até os dias de hoje.

Apesar de parecer, o título não foi um estrangeirismo mal empregado. O título não passou de uma galhofa roqueira deste jornalista que apenas uniu suas duas paixões – o rock e o jornalismo. Como sempre fez aqui no blog.

Para quem não conseguiu entender o título, ou não conseguiu fazer a conexão dele com o texto, explico: A frase da discórdia foi extraída da primeira estrofe de um clássico de Elvis Presley - “A little less conversation” - que em tradução livre quer dizer: “Um pouco menos de conversa, um pouco mais de ação, por favor!”. (O vídeo com Elvis interpretando este clássico para quem se interessar esta disponível no blog).

Ora bolas, gente! Hoje, qualquer dúvida sobre qualquer assunto, é só dar um “Google”, não é mesmo!?

Enfim! É direito de qualquer um não concordar com o conteúdo de minhas colunas, mas tentar desqualificá-las acintosamente com argumentos que apesar da aparente elegância e sabedoria salomônica, não se sustentam em seu próprio conteúdo, não me farão recuar em minhas analises, e apenas confirma que o “x” da questão não é a forma como escrevo, mas sim o que escrevo.

Para os desavisados de plantão sinto informar que apesar da torcida, não sou caneta de aluguel, não devo favores a ninguém e muito menos sou credor de favores alheios.

Apenas valorizo a minha independência e sou coerente nas minhas convicções.

Mas o que mais me deprimiu nesta desinteligência foi o fato de um clássico de Elvis Presley, o Rei do Rock, que se vivo fosse teria hoje 82 anos, ou seja, seria um senhor já na terceira idade, foi simplesmente ignorado por um contemporâneo de sua obra.

Quem não respeita o passado, não tem direito de questionar o presente.

Jornalismo em cidade pequena não é profissão. É sacerdócio!


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Primeira sessão: Solene!

Terminou a primeira sessão ordinária da Câmara... Ainda estamos nas apresentações e nas congratulações! Uma sessão bem descontraída para o normal, diga-se de passagem. Vamos ver se nas primeiras votações a cordialidade vai continuar no mesmo nível...

Destaque para a presença do vice-prefeito fazendo a diferença no andamento da casa, espero que o “Caê” como é conhecido, esteja presente a todas as sessões, tenho certeza que vai fazer mais diferença lá do que no gabinete.

Arthur... Belo pronunciamento! Diria até uma espécie de discurso pré-candidatura, mas a que?

Joaquina como sempre... Subliminar!

Filipe Cintra, perfeito! Comandou a sessão praticamente invisível, como se espera de todo bom árbitro.

Parabéns a todos!


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

“A little less conversation, a little more action, please!” - A Tribuna

O Brasil como todos devem saber é o criador da “Teoria da Jabuticaba”. A teoria que segundo o Doutor em Ciências Sociais, Paulo Roberto de Almeida, consiste em propor, defender e sustentar, contra qualquer outra evidência lógica em sentido contrário, soluções, propostas, medidas práticas, iniciativas teóricas ou mesmo teses (em alguns casos, até antíteses) que só existem no Brasil e que só aqui funcionam, como se o mundo tivesse mesmo de se curvar ante nossas soluções inovadoras para velhos problemas humanos e antigos dilemas sociais.  

E uma destas “jabuticabas” é a praxe jornalística de dar uma trégua de 100 dias para todos os novos governantes eleitos.

Mas como o nosso prefeito “biscoito fino”, não é novo neste negócio - foi reeleito - esta trégua não faz sentido algum! Vocês não acham?
Então vamos deixar de lado os entretantos e vamos direto aos finalmentes.

O ano não começou violento somente na Europa com os atentados terroristas ou nas rebeliões nos presídios do norte e nordeste brasileiro. Uma onda de assaltos a mão armada também tomou conta de Campos do Jordão, e vem assustando seus moradores e principalmente os comerciantes.

Vários estabelecimentos do centro de Abernéssia foram alvo fácil de elementos armados.

Não é de hoje que a violência vem crescendo na cidade, e dizer que este crescimento é somente por conta de drogados ou delinquentes contumazes é ser muito simplista e raso demais na avaliação deste gravíssimo problema.

Há muito tempo as autoridades da cidade viraram as costas para os jovens e adolescentes, e a cidade se tornou com o passar dos anos em uma enorme fábrica de “desocupados”.

Sem muitas alternativas para prosseguir sua educação na própria cidade, muitos jovens deixam a escola e tentam sem sucesso entrar no mercado de trabalho, que por girar somente em torno do turismo e da construção civil esta completamente saturado a décadas.

Antes que alguma “Poliana” corra para vociferar que existe uma escola técnica na cidade que fica com muitas vagas desocupadas durante o ano, deixo claro que nem todos os jovens da cidade querem seguir carreira nos poucos cursos ali oferecidos. É uma questão de escolha pessoal que deve ser respeitada e não questionada.

Além da pouca oferta de educação e da falta de políticas públicas que fomentem a abertura de novos postos de trabalho, não existe por parte dos poderes constituídos a preocupação de manter por outras vias milhares de jovens e crianças fora desta perigosa ociosidade, e dou como exemplo, o completo sucateamento do esporte e da cultura na cidade.

A recém reestruturação do Conselho de Segurança, o CONSEG, é apenas mais um factóide lançado na cidade, não no sentido pejorativo, pois tenho certeza que alguns dos novos componentes não estão ali para fazer “cera”, mas todos sabem muito bem que as reuniões do Conselho são iniciativas meramente paliativas para não dizer irrelevantes.

O poder para melhorar ou modificar a segurança da cidade nunca passou e nunca vai passar pelas mãos dos “notáveis” da cidade, e muito menos pelas mãos da assustada população. A responsabilidade única e exclusiva pela segurança pública é do prefeito e do governador que dividem o mesmo ninho desde que Adão resolveu se aventurar fora do paraíso. Tentar transferir esta responsabilidade a um grupo de pessoas por mais dignas que sejam ou a população ,definitivamente não é uma atitude digna de elogios. O resto não passa de conversa fiada.