Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Teimoso, mas feliz!

"Porque senso de rebeldia, sem ideologia, não é resistência! É caçar adorno para teu próprio umbigo"
Filipe Cantagalli

Não adianta gastar tempo com esta conversa sem propósito rotulando as minhas opiniões como de alguém que torce contra – “os carinhas do quanto pior melhor” – conversinha manjada de político profissional.

A minha cota de inocente útil se esgotou e deixei de ser bobo da corte já faz muito tempo. Não sou mais um investidor do bom senso, agora sou cobrador das promessas de campanha. Simples assim!

Desta forma a minha linha de pensamento é simples e clara porem para alguns e por vários motivos que vão desde a falta de conhecimento da historia política/social (social no sentido do glamour mesmo) passada, recente e atual da cidade até a simples sacanagem, não parece ter tal cristalinidade. Vou explicar em pouquíssimas palavras e creio que de maneira bem didática.

Os políticos desta cidade (passados e presentes) fizeram tanta merda na cidade que se Jesus Cristo fosse eleito prefeito e criasse 12 secretarias e as desse aos doze apóstolos e os 13 juntos fizessem centenas de milagres, depois de 4 anos eu teria a absoluta certeza que ainda estariam devendo muito a população.

Descobri a muito que o maior inimigo do povo é o estado brasileiro.

Dentro desta lógica de pensamento e de comportamento e até que alguém me convença do contrário me recuso terminantemente a ser ou fazer parte de algo que de alguma forma lembre o estado como instituição esteja sentado na cadeira de alcaide quem quer que seja e ponto!

Desta maneira não tem como não registrar aqui o meu descontentamento com a linha editorial adotada no ultima edição do Jornal O Povo da Serra da Mantiqueira que na minha opinião se tornou a versão impressa do Boletim Oficial Eletrônico da Prefeitura de Campos do Jordão.

Das 16 matérias incluindo o editorial veiculadas neste número nada mais menos do que 11 são voltadas a exaltar os “feitos” do executivo e do legislativo local. Parei.

Dentro desta nova realidade do jornal e como meu editor chefe esta fora da cidade e incomunicável,  e até que o trem volte aos trilhos considero-me fora dos planos futuros do mesmo.

Chato? Pode ser! Mas não vou acreditar em governo que se diz herdeiro de uma dívida impagável e que dez meses depois do nada vem com uma conversa de saneamento das dividas e investimento pesado na cidade. Muito menos acreditarei na eficiência de uma Câmara que além dos vários escândalos caseiros teve 14 vetos opostos pelo executivo e ADINs de leis absurdas aprovadas em seu plenário transitando no TJ.

Ainda acho que o executivo e o legislativo local tem de melhorar muito para serem péssimos.

Volto as minhas origens...

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Sobre Portuguesa e Fluminense...

“O futebol é o ópio do povo e o narcotráfico da mídia”
Millôr Fernandes

Depois de torcer fervorosamente e declaradamente pela absolvição da Portuguesa ou no máximo pela transformação de sua punição em pecúnia fui ironicamente questionado por ir contra tudo o que sempre preguei no Blog – o cumprimento a risca da letra fria da lei, do regulamento.

O Brasil e o brasileiro esta farto da litigância de má fé, da aplicação fria da lei da maneira e no tempo que interessa a alguns e não a maioria.

Ok! Admito que o regulamento é claro no quesito perca de pontos por escalar um atleta sem condições. Perfeito! Tudo certo!

Porem quem disse que o direito seja ele em que esfera for é uma ciência exata? Se assim o fosse não necessitaria de julgamento e sim de uma formula matemática.

Ao julgador cabe muito mais do que fazer valer a lei, a ele cabe a aplicação do bom senso.

É o clássico caso da placa no metrô de Nova York proibindo a entrada de cachorros.

Algum tempo depois da placa afixada um gaiato com um enorme urso encoleirado tentou entrar no metrô e logicamente foi barrado pelos seguranças. O homem perguntou ao segurança onde estava escrito que seu urso estava proibido de entrar no metrô. O segurança simplesmente respondeu a ele que o urso representava um perigo real e iminente aos demais usuários e que não necessitava de uma proibição especifica para tanto.

No mesmo dia apesar da placa notificando a proibição da entrada de cães e do entrevero com o urso um cego passou incólume pelos mesmos seguranças com seu cão-guia sem ser molestado.

Moral da historia: A aplicação da lei vai muito alem do que está escrito.

Desta maneira o Fluminense dono de uma história de grandes triunfos em seu passado hoje se apequenou e esta devendo não aos outros, mas principalmente a si mesmo duas passagens pela segunda divisão.

E apesar do futebol ser a coisa mais importante das menos importantes em nossas vidas é exatamente ai que o comportamento naturalmente indecente e corrupto do brasileiro se aflora.

E não se fala mais nisso!

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Feita a justiça? (Post com atualizações* *)

“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”

Ayn Rand

Na data de ontem (12/12/2013) foi proferida a sentença da Justiça do Trabalho do caso envolvendo um ex-assessor e um vereador de Campos do Jordão. (Integra)

Fato que tinha todos os ingredientes para se tornar um mega escândalo acabou em meia calabresa e meia mussarela.

Apesar de ter como testemunha, um vereador que sob juramento prestou o seguinte depoimento em juízo:

(...) A testemunha do reclamante, também vereador do município de Campos do Jordão, afirmou “que o reclamante assessorava o 1º reclamado; que o reclamante ia na Câmara de segunda a sexta” e ainda que a prática de contratação de assessores parlamentares diretamente pelo vereador é comum na Câmara de Campos do Jordão, o mesmo ocorrendo com diversos outros colegas parlamentares da testemunha (...)

O juízo trabalhista achou por bem declarar improcedente em face do Município o vinculo de emprego com a 1ª reclamada (Câmara de Vereadores).

Por outro lado e para não acarretar maiores prejuízos ao trabalhador foi declarada procedente o vinculo junto ao vereador que deverá pagar em oito dias a seu ex-assessor a quantia de R$ 8.000,00.

O mesmo prazo tem a Câmara para registrar a carteira de trabalho do ex-assessor na função de “assessor de vereador”, com salário de R$ 678,00, o que contraria frontalmente a Lei Municipal nº 2.930/2005 em seu artigo 5º que sobre este tema diz:

“Artigo 5º - A remuneração dos cargos de assessores de que trata a Lei nº 2.6663/02 será de R$ 2.200,00 (dois mil e duzentos reais) mensais, despesas esta custeada pelas verbas próprias do orçamento vigente”.

Neste ponto da sentença criou-se em solo jordanense mais um frankenstein jurídico onde uma mesma função dentro de um mesmo ambiente de trabalho terá remuneração diferente.

Politicamente a sentença é impecável. Poupou a prefeitura de ter de arcar com mais uma despesa, livrou a câmara de se envolver mais profundamente em um imbróglio jurídico sem precedentes e deu uns trocados ao ex-assessor. 

Por derradeiro nem tudo foi perdido tendo em vista que o ex-assessor conseguiu junto a justiça do trabalho provar seu vinculo empregatício mesmo sem o registro em carteira abrindo precedente para que outros assessores “informais” procurem por seus direitos.

Com a palavra o Ministério Público Jordanense e a Delegacia Regional do Trabalho que tem em mãos um documento público onde constam não somente a confissão de um vereador de ter dentro da Câmara da cidade trabalhadores ilegais assim como uma sentença judicial comprovando este fato.

Da sentença cabe recurso.

Sal grosso já!

O vereador envolvido no caso entrou em contato com o Blog e pediu que suas observações fizessem parte integrante do texto postado como segue:

1 – Os valores rescisórios informados pelo Blog estão equivocados sendo que a sentença deixa explícita que os valores a serem pagos serão calculados tendo por base o salário elencado na sentença que é de R$ 678,00 o que não ultrapassaria o valor final de R$ 2.000,00.

2 – O registro em carteira da forma como exigida em sentença é impossível tendo em vista que o cargo de “assessor de vereador” não existir no CBO (Classificação Brasileira de Ocupações).

3 – Diante desta e de outras imperfeições da sentença o vereador recorrerá em segunda instância.

Nota do Blog: Tanto o vereador quanto a Câmara tem todo o direito do mundo de recorrer, mas fica ai algumas questões bem peculiares a serem analisadas:

Sobre valores o que diz a sentença: ”Custas pelas reclamadas de R$160,00, calculadas sobre o valor da condenação, ora arbitrada em R$8.000,00”.


Como uma juíza do trabalho não tem ciência do conteúdo da CBO?

Para se recorrer em segunda instância tem de se depositar uma taxa chamada depósito recursal. De quanto é a taxa neste caso e quem pagará?

**O Vereador não permite a reprodução de sua intervenção neste post em nenhum outro meio de informação. (Atualizado ás 17:11). 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Tribunal de Contas para que?

“As pessoas quebram um banco, falsificam a contabilidade, enganam o governo e o público em geral, dão prejuízo ao povo e depois disso tudo se julgam donas de uma série de direitos como se fossem injustiçadas. É curioso esse meu país”
Carlos Eduardo de Freitas
Ex-diretor de Finanças Públicas do Banco Central

Passados um ano de absolutamente nada de importante ter acontecido dentre as paredes da casa de leis jordanense eis que no ultimo dia 9 (segunda feira) chegou a Pauta de votações da casa o Parecer do Tribunal de Contas do Estado a respeito das contas anuais da Prefeitura referentes ao exercício de 2010 para apreciação dos 13 vereadores.

O parecer que se encontra nas mãos dos nobres edis jordanenses para ser “avaliado” é fruto de decisão de segunda instancia e contem 8 laudas publicadas no D.O em 02/10/13 e que manteve o parecer desfavorável a aprovação das contas da Prefeitura de Campos do exercício de 2010 publicado no D.O em 10/11/12, relatório/voto da Conselheira Cristina de Castro Moraes contendo nada mais nada menos do que 34 laudas.


Dentro deste detalhado relatório podemos pinçar a seguinte observação bastante esclarecedora da Conselheira já em primeira instancia:

“No setor de pessoal, de modo geral, os questionamentos da inspeção recaíram sobre a quantidade e a natureza dos cargos comissionados. No caso, chama a atenção as referências aos cargos denominados Assessor de Gabinete da Ouvidoria, Assessor Comandante Defesa Civil, Assessor de Cultura, Assessor Comandante Guarda Municipal, Assessor de Planejamento, Assessor de Serviço de Comunicação, Assessor Especial, Assessor Parlamentar, Assessor Técnico, Assessor Técnico Jurídico, Assistente Coord. Integral, Assistente do Gabinete do Prefeito, Assistente Técnico, Secretário Municipal Adjunto, Coordenador Histórico, Agente Técnico de Empreendedorismo, Agente de Crédito, Secretária da Procuradoria, Secretária do Prefeito, Fiel da Tesouraria, além de inúmeras designações de Chefia e Inspetoria.


Pois bem, tenho em mente que a regra geral para ingresso no serviço público é o certame, para o qual concorrem os candidatos que possuem os requisitos necessários ao cargo, em cumprimento aos princípios da Administração Pública, com destaque para a moralidade e impessoalidade” (publicado D.O 10/11/12).

E mesmo com esta acachapante derrota no TC em primeira e em segunda instancia eis que nossos expertises representantes ainda não se convenceram por completo da incompetência administrativa do governo passado e pediram vistas do parecer.

Daí não se pode calar as seguintes perguntas:

Para que se gasta milhões de reais do dinheiro dos contribuintes para manter em funcionamento esta parafernália toda do TC com Conselheiros, técnicos, auditores, fiscais e funcionários em geral se no final destes gastos todos tal trabalho acaba nas mãos de políticos?

O que nossos expertises vereadores têm de mais saber a respeito do assunto a ponto e descartar dezenas de laudas e de contradizer o parecer de Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado?

Que fato novo nossos vereadores trarão a luz em 72 horas que os Conselheiros, auditores e advogados de defesa não conseguiram achar em mais de três anos de analise?

Enquanto nenhum abnegado parlamentar não coloca a “Lei do Sal Grosso” para analise no Congresso Nacional temos nós releis mortais de ficar a mercê destes abomináveis acontecimentos.

Nada é tão ruim que não possa piorar! Com este sentimento encerramos o ano legislativo de Campos do Jordão.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Coluna Caricatura Escrita - Jornal O Povo.

“A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência”
Mahatma Gandhi

100 Solução

O debate a respeito das mazelas sociais é o prato principal dos políticos em tempos de campanha o que ocorre ano sim e outro não inviabilizando politicamente todo e qualquer plano de governo. A salvação da saúde, da educação e da economia é entoada como um mantra por todos os partidos em todas as campanhas, discursos sempre vazios que caem no esquecimento minutos depois de fechadas as urnas.

No entanto o que vem destoando da mesmice destas arengas políticas a que todos já estamos acostumados nos últimos tempos é a perigosa politização da discussão sobre violência crescente em todo o Brasil e especialmente em São Paulo, são discursos inflamados com o único intuito de capitalizar ganhos eleitorais, um completo absurdo que denota bem o caráter dos postulantes ao poder de nosso Estado.

Diferentemente do que pensa a grande maioria da população brasileira a criminalidade no Brasil não é recente e sim tão antiga quanto a Bíblia e o ajuntamento de delinquentes sob um mesmo comando com a finalidade de cometer crimes dos mais variados, ato que caracteriza o crime organizado também é - exemplo desta afirmação são os grupos de cangaceiros que atuavam no início do século passado nos sertões nordestinos.

E tão antigo quanto o crime também é o abandono do Estado para com a sua população carcerária e neste aspecto podemos sem medo de cometer injustiças juntar no mesmo balaio governos ditatoriais e democráticos.

Ironicamente a evolução do crime no Brasil foi fruto das ações em conjunto de uma ditadura militar de direita completamente negligente e da radicalidade extremista da esquerda paramilitar.

Mais precisamente o crime organizado já existente no Brasil desde tempos imemoriais se modernizou nas dependências do lendário presídio da Ilha Grande no final dos anos 70 transformando-se em organização criminosa aquela que além do lucro também almeja o poder quando o governo militar para despolitizar o movimento revolucionário de então nivelou militantes de esquerda e criminosos comuns a mesma condição. Esta convivência forçada acabou resultando em uma troca de informações que levou a inevitável “organização” dos criminosos ali detidos pelos mais diversos crimes.

Simbolicamente o nascimento da primeira facção criminosa da era moderna o Comando Vermelho se deu na noite de 17 de setembro de 1979, data que passou para a história como “A Noite de São Bartolomeu”.

Para se ter uma ideia de como era o berço das organizações criminosas já nos anos 30 descreveu assim Graciliano Ramos o mais ilustre prisioneiro político do presídio da Ilha Grande no inicio daquela década o discurso do encarregado de segurança do presídio ao recebê-lo em suas dependências:

“Aqui não há direito. Escutem. Nenhum direito. Quem foi grande esqueça-se disto. Aqui não há grandes. Os que têm protetores ficam lá fora. Atenção. Vocês não vêm corrigir-se, estão ouvindo? Não vêm corrigir-se: vêm morrer!”.

Diante de todos estes fatos querer hoje impor a paternidade da violência e da criminalidade a este ou aquele político ou partido soa leviano na medida em que claramente manipula a historia para favorecimento de alguns grupos em particular e desleal quando tal embuste é usado única e exclusivamente para alguns se darem bem nas urnas.

Se realmente queremos uma revolução nas políticas públicas voltadas ao combate a criminalidade primeiro temos de ser corretos e começar a tratar este grave problema com a seriedade e com a serenidade que ele merece. Basta de tirar proveito político da violência que aflige a séculos o Brasil. 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Coluna Caricatura Escrita - Jornal O Povo.

“Hecha la ley, hecha la trampa”

A grande maioria dos leitores do Jornal interpretaram a minha ultima coluna como uma despedida. Sinto muito comunicar que mão é bem assim... E para a infelicidade de muitos e desespero geral dos políticos da nação digo ao O Povo que fico!

Na verdade meus amigos lancei mão de uma metáfora (a despedida) para ilustrar que depois do porre cavalar de decepções a que o povo vem sendo exposto diariamente nos últimos tempos o melhor a fazer é despedir-se da seriedade e começar a tratar os homens públicos deste país com a mesma informalidade debochada que eles nos tratam desde sempre.

Não me despedi das críticas e muito menos abri mão de meu direito de livre expressão. Apesar da idade minhas presas ainda estão bem afiadas e meu estoque de veneno mais profuso que nunca.

Isto posto e tudo devidamente esclarecido vamos ao que realmente interessa:

O Brasil tem coisas que só a ele é peculiar. Assim como a jabuticaba endêmica de terras brasileiras outras estranhas situações somente aqui acontecem como a exigência do diploma de jornalismo, os intermináveis recursos jurídicos, faculdades que diplomam profissionais que não tem o direito de exercer suas profissões enquanto não tiverem a chancela de suas entidades de classe e Leis que não “pegam”.

Dentro desta constelação de esquisitices brasileiras temos como exemplo o programa mais médicos, onde o prefeito de Macaúbas (Bahia) disponibilizou um “palacete” com hidromassagem e piscina para hospedar as duas recém chegadas médicas cubanas, mas deixou de construir banheiros no posto de saúde onde estas mesmas médicas terão de atender a população pelos próximos três anos.

As contradições entre o que dizem as leis e a realidade vivida neste país chegam às raias do absurdo e agora se não bastasse estas incongruências jurídicas também estão colocando em risco a vida de quem elas deveriam proteger.

Prova da insensatez e da irresponsabilidade recorrente do estado brasileiro para com seus cidadãos é a Lei Maria da Penha.

A Lei que veio para ser um divisor de águas no combate a violência contra a mulher está se tornando uma armadilha fatal expondo as mulheres a perigos por vezes maiores do que vinham vivenciando antes de sua existência.

A Lei Maria da Penha está proporcionando as mulheres uma falsa sensação de segurança pelo simples fato de que após serem sistematicamente agredidas física e psicologicamente por seus companheiros e ao se sentirem “protegidas” por esta Lei e depois de tomarem a corajosa atitude de procurar ajuda, por falta de opção elas têm de voltar ao convívio de seus algozes, pois o estado não tem condições mínimas, sejam de infraestrutura ou de profissionais capacitados para amparar e proteger efetivamente estas mulheres depois de feita a denúncia o que logicamente as expõe a um perigo ainda maior.

Contra fatos não existem argumentos. Segundo o que o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) apurou em uma pesquisa realizada neste ano após a edição da Lei em 2006 o feminicídio (morte da mulher por conflito de gênero) teve somente uma sutil redução, sendo que logo depois voltou a crescer normalmente.
 
Assim como outras e porque não dizer todas as leis da nerverland tupiniquim esta importante lei também não pegou, ou seja, o Brasil de papel segue sendo um dos melhores do mundo, mas o Brasil de fato continua um fiasco.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Biografias

Procurei Saber...

Roberto Carlos assim como todas as demais personalidades públicas do Brasil se tornou refém do personagem que criou através do qual enriqueceu e por trás de quem agora quer se esconder.

Assim como todos as demais celebridades o personagem se tornou maior e mais importante que o homem, que o ser humano, se por um lado todas as virtudes são da personagem o “Rei” os defeitos são do Roberto.

E como ser humano Roberto os tem como qualquer outro, mas neste caso destacarei apenas dois: O narcisismo e a ganância.

Narcisista porque acha que a sua imagem é realmente mais perfeita do que o original e ganancioso porque se a maior fatia de qualquer coisa que se relacione ao personagem for para a sua conta bancaria suspeito que não tenha a mesma fibra para manter intacta a sua privacidade.

Paula Lavigne é a estranha no ninho, pois ninguém com certeza têm o menor interesse em sua vida e principalmente na sua privacidade, se amanha alguém se aventurar em biografá-la terá em mãos um livro de mil paginas totalmente em branco.

Esta onde esta porque um dia caiu nas graças de Caê.

Caetano é capitulo á parte. Dono de uma historia sui generis dentro da musica sempre se destacou por ser independente, antenado e principalmente liberal.

Mas também foi traído pelo personagem e tragado pelos mesmos desfeitos do Rei - achou seu reflexo maior que ele próprio, se perdeu dentro de seu ego e literalmente capotou na reta final de sua historia.

Completamente surpreendidos pela péssima repercussão da tentativa de censura e amedrontados por ter manchada e logicamente depreciada a sua imagem/marca de maneira irreversível o grupo retrocedeu.

O Rei foi o primeiro a deixar o barco, Erasmo segue o mestre, Chico ainda não se deu conta da besteira e continua ao largo dos acontecimentos alojado em seu hotel de luxo em Paris, Caetano irá bancar a sua arrogância por algum tempo e esperará um momento estratégico para também pular do barco esperando manter a sua imagem de “rebelde” o menos desgastada possível.

Paulinha ficara como sempre falando sozinha em nome de ninguém.

Mas que não nos enganemos nossos ilustres artistas não se darão por vencidos facilmente e em tempo voltarão à carga para preservar suas imagens e logicamente seus bolsos.

O resto? O resto continuará sendo apenas o resto.


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Coluna Caricatura Escrita - Jornal O Povo.

Parem o mundo que eu quero descer!

Nunca me importei de ser o único a apontar a nudez do rei e nunca dei ou dou ouvidos aos deslumbrados do poder momentâneo e menos ainda costumo bater tambor para maluco dançar, mas depois de décadas bancando o inocente útil da sociedade e de mais de cinco tentando estimular o debate político na cidade fora das campanhas em meu Blog, confesso que cansei.

Não tem corneteiro por mais persistente que seja que aguente cornetar ad eternum um país como o Brasil contemporâneo.

É muita desafinação para uma corneta só!

Nunca é tempo demais e dizer que desta água nunca mais beberei também não é a expressão da verdade, por outro lado creio que mereço um descanso; E se não mereço vou tê-lo mesmo assim.

A gota d’água, a pá de cal o último suspiro foi no último dia 18, se o nariz vermelho ainda não foi distribuído ao respeitável público pelo supremo é certo que a lona e o picadeiro do circo já foram devida e tecnicamente montados.

Que a política lulopetista instalada em terra brasílis aparelhou a máquina pública a ponto de expor ao mais completo ridículo instituições seculares de nosso país como os Correios, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil todos já sabíamos e que era somente uma questão de tempo para que este aparelhamento se estendesse ao legislativo idem.

Mas certificar-se que os tentáculos do molusco vermelho também alcançaram a mais alta corte de justiça deste país jogando por terra todas as esperanças de uma nação inteira para livrar a cara de somente um cidadão já condenado, diga-se de passagem, me parece motivo mais do que suficiente para abandonar por hora a utopia de um dia viver em um país sério.

Admito que ter provas cabais da subserviência da magistratura nacional aos partidos políticos em alta escala foi sem dúvida o último prego no caixão do corneteiro.

Depois do voto do Eminente Ministro do STF Celso de Mello, acolhendo os embargos infringentes e dando sobrevida aos quadrilheiros apenados do mensalão me tornei apenas uma cobra que perdeu o veneno, e nada mais.

O que estava em julgamento nesta sessão não era apenas a tecnicidade do regimento interno do STF ou a avaliação fria e isonômica das leis e sim o conjunto de valores morais, éticos e sociais de todo o povo brasileiro.

Não estávamos atrás do respeito alheio, mas de respeito próprio, atrás da certeza que a suposta democracia construída até hoje assim como a anistia que a instituiu era ampla geral e irrestrita – Perdemos todos. Mas perdeu principalmente o povo que por mais uma vez se vê encurralado entre se submeter bovinamente a uma “paz” que nunca teve ou insurgir-se contra o estado, atitude que ninguém quer, mas que aos poucos esta se tornando a única saída para restabelecer senão a democracia em sua essência pelo menos nosso orgulho.

Enfim! Se Shakespeare já dizia a mais de quatrocentos anos que todos são homens honrados no funeral de César quem sou eu para dizer o contrário hoje?

Vou recolher-me a minha insignificância como cidadão comum e dar mais atenção a assuntos que podem até ser menos importantes, mas que com certeza neste momento são tratados com mais seriedade e responsabilidade por seus participes.

Vou dar mais valor ao seriíssimo e organizado DDTank do meu caçula e ao CALL OF DUTY do mais velho.

Vou gastar meu tempo em longos debates com minha esposa para montarmos o cardápio dos almoços da família aos domingos.

Volto a me dedicar às resenhas esportivas e ao meu São Paulo que mesmo passando por sua pior crise esta longe de me decepcionar como os homens públicos deste país.

Não é uma despedida e sim uma retirada estratégica para desopilar o fígado.


E é sempre bom lembrar que nada acontece por acaso, por isso cada povo tem o governo que merece.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Coluna Caricatura Escrita - Jornal O Povo.

"Não se pode exigir das pessoas qualidades que elas não possuem"

Lendo as ultimas edições dos dois jornais de maior circulação na cidade e na região me veio à mente um escândalo ocorrido a mais de dois mil anos cujo protagonista nada mais era do que o homem mais poderoso do mundo na época o Augusto Imperador Romano Júlio César.

Enquanto o Imperador ficava fora de Roma com suas legiões sua esposa Pompéia era insistentemente cortejada pelo nobre Clódio, aproveitando esta oportunidade os inimigos de Júlio César levaram a Imperatriz a julgamento no Senado Romano acusando-a de adultério mesmo não tido ela nenhum tipo de envolvimento com seu admirador.

Sabedor da integridade moral e da fidelidade que a esposa dedicava a ele, Júlio César voltou a Roma compareceu ao julgamento e depôs a favor de sua consorte.

O desdobramento deste episódio, no entanto rendeu a máxima romana que serve como uma luva ao atual momento político por que passa a câmara de vereadores jordanense – Ao ser acusado por Pompéia de ser incoerente por defendê-la perante o Senado a absolvendo da acusação de adultério, mas de levá-la dali por diante ao total ostracismo disse-lhe então em resposta o Imperador: “A mulher de César não basta ser honesta, é preciso que sequer seja suspeita”.

Desde então esta máxima é usada para alertar governantes e políticos em geral que não adianta serem honestos, precisam perante a sociedade comportar-se como.

Os vereadores envolvidos nas recentes desavenças amplamente divulgadas pela mídia escrita da cidade não respeitaram a liturgia do cargo que ora ocupam e desgastaram por demais suas imagens perante a população ao exporem publicamente as vísceras e as intimidades do cotidiano parlamentar.

Pior... Arrastaram juntamente com eles seus pares e toda a casa para o mais baixo degrau da vida pública.

O estrago maior foi feito e nunca mais poderá ser reparado, se os problemas ainda estão por começar seu fim já é sabido. Todos sairão perdendo, principalmente o poder legislativo, pois o que ficará além da verdade que mais cedo ou mais tarde aparecerá, serão as marcas na reputação do parlamento que nunca mais poderá ser restabelecida.

Nossos políticos precisam aprender que na mesma caixa de veludo que vem o colar de brilhantes do poder, vem a fatura das responsabilidades.

Que estas querelas sirvam de lição aos que lá estão e de exemplo aos que virão.

No mais o tempo e a justiça tratarão de separar o joio do trigo. 

O Povo.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Sexta-feira 13!

Triscaidecafobia

O palavrão ai em cima é o nome dado ao medo irracional do número 13 e pode ser considerada uma doença.

O numero 13 em praticamente todas as culturas é sinônimo de azar e é envolto por toda sorte de mitos e superstições e nem mesmo os cristãos se livram deste estigma sendo que uma das explicações para o mau agouro deste numero é a Santa Ceia onde os 12 apóstolos se reuniram com Jesus (13 pessoas) para a última ceia antes do mestre ser traído e crucificado.

Na mitologia nórdica 13 a mesa também não é visto com bons olhos, pois reza a lenda que Loki Deus do fogo e da trapaça ao chegar em um banquete sem ser convidado onde mais 12 Deuses se reuniam portanto com ele 13 Deuses iniciou-se uma discussão que acabou com o assassinato de Balder o favorito de Odim.

Por estas razões os conjuntos de mesa são sempre vendidos aos pares e nunca em numero impar.

A triscaidecafobia piora quando ao 13 se associa a sexta-feira criando o mito da sexta-feira 13 que teve inicio em 13 de outubro de 1307, uma sexta-feira quando o Rei Felipe IV da França ordenou a chacina de todos o Cavaleiros pertencentes a Ordem dos Templários.

Em Campos do Jordão o primeiro ano com final 13 do milênio e do século e que tem em seu calendário duas sextas-feira 13 começou com o numero 13 em destaque também na política.

Treze são os vereadores, 13 são as cadeiras e 13 são as cabeças...

E assim como nas lendas onde 13 se reúnem aumentam em muito a probabilidade de algo ou absolutamente tudo sair errado.

Alguém tem duvida?

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Ilustre desconhecido.

“País rico é país veloz e furioso”
Dilma Bolada

Quem acompanha este espaço deve ter percebido que neste ano perdi completamente o tesão de escrever e de publicar atos e fatos acontecidos na coxia da política jordanense.

A eleição de um desconhecido que encontrou guarida nos mais altos e confortáveis ninhos da sociedade jordanense foi sem duvidas um balde de água fria não só no corpo, mas principalmente na alma.

Depois de quatro anos de um governo desastroso e devastador e que pode ter sido um dos mais terríveis da historia de Campos do Jordão, a população por mais uma vez se deixou levar por promessas vazias, e entregou de bandeja a administração a gente que simplesmente não tem o mínimo conhecimento das necessidades e dos anseios do verdadeiro jordanense, aquele que nasceu, cresceu e que morrerá pisando geada, e não os tais paraquedistas que usam o nosso gentílico somente por uma questão de moda, estilo.

A história se repete somente com a troca dos personagens: saúde, educação, infraestrutura, turismo e comércio completamente abandonados, e o povo se iludindo com a carinha de anjo do prefeito e com a “jovialidade” dos vereadores.

Os grupos do facebook dirigidos as discussões políticas e de cidadania da cidade que eram uma fonte de inspiração e de fomento ao debate e troca de informações, e principalmente de ideias, aos poucos foram sendo tomados pela tropa de choque governista, e pelos politicamente corretos, que evitam a todo custo ficar mau com o poder, mas também não tem coragem o suficiente para dar uma solene banana para o resto da população.

Todos os grupos foram sendo abandonados e relegados ao mais absoluto esquecimento, e caíram em descrédito, os poucos que sobraram não passam de murais de recadinhos carinhosos, informativos institucionais e discussões surrealistas que de tão trágicas se tornam engraçadas.

Assim como o meu tesão de lutar por uma cidade melhor, a seriedade destes grupos brochou...

Vivemos um período de paralisia social, estamos todos ainda anestesiados pelo resultado completamente absurdo das urnas que devolveu a cidade as oligarquias que deveriam a muito estar esquecidas e enterradas com a pompa e circunstancia que mereciam.

Voltamos a estaca zero. E esta realidade é absolutamente desmoralizante para quem sempre lutou para que a política e a sociedade andassem sempre para frente, sempre com olhos para o horizonte.

As manchetes dos jornais passados e as que estão por vir trarão em imagens e fatos a realidade da política jordanense e antes que os “indignados profissionais” se arvorem a apontar seus dedos podres seria bom, muito bom que se lembrassem que todos eles; vereadores e prefeito, foram eleitos dentro de um processo estritamente democrático e quem elege político corrupto ou incompetente não é vitima, mas cúmplice.

No mais é sempre bom lembrar-se das sábias palavras de Ulisses Guimarães: “Se você acha esta Câmara é ruim, tenha certeza a próxima será pior”.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Coluna Caricatura Escrita - Jornal O Povo.

“Se falar bem fosse sinônimo de boa administração Willian Bonner seria presidente da república!”
Leandro Nascimento

Do nada a lugar nenhum.

É fato histórico que a vida política jordanense nunca foi fácil para ninguém. Prova disso é que nenhum prefeito conseguiu alcançar a façanha de ser reeleito - Nem mesmo os prefeitos biônicos do período da ditadura quando eram indicados pelos militares e não eleitos diretamente pelo voto popular.

Pela administração passaram militares, médicos, engenheiros, advogados e até mesmo um taxista sem que conseguissem manter sua popularidade e simpatia em níveis suficientes para lhes garantir a reconquista do cargo publico máximo da cidade.

Alguns conseguiram retomar o titulo de alcaide alternadamente, porem consecutivamente nunca.

Logicamente que o amanhã a Deus pertence e ninguém por mais que seja conhecedor dos meandros políticos da cidade e do que se passa pela cabeça os milhares de eleitores jordanenses pode saber ou até mesmo arriscar a dizer quem será o próximo prefeito principalmente por ainda restar mais de três anos para tal escolha.

Mas passados bem mais dos tais cem dias, e até mesmo a primeira temporada já podemos dizer com certeza que foram sem sombra de duvidas os piores seis primeiros meses de uma administração e se levarmos em consideração aquele velho ditado que diz que a primeira impressão é a que fica... Atrevo-me a imaginar quem não será o próximo prefeito.

A emblemática imagem que ilustra esta coluna pode ser encontrada no estacionamento do novo gabinete do prefeito de Campos do Jordão instalado e recentemente inaugurado no centro de Vila Abernéssia, no prédio agora reformado que abrigou por anos o antigo Centro de Saúde da cidade.

E assim como a escada do estacionamento do novo gabinete nossa atual administração chefiada por um ainda Ilustre Desconhecido esta indo do nada a lugar nenhum, tendo em vista que ele e nem a sua equipe até a presente data mostrou a seus 8.783 simpatizantes e muito menos aos demais 39.006 jordanenses a que veio.

Ninguém poderia imaginar paralisia tão grande quanto esta que se abateu sobre a máquina publica jordanense nestes primeiros oito meses, se herdada moribunda da administração Campos do Jordão para Nossos Filhos, hoje com certeza jaz morta nas mãos do Jeito Novo de Governar.

E enquanto a cidade agoniza e despenca em um profundo abismo envolta em uma nuvem escura de problemas insolúveis nossos treze nobres vereadores comportam-se como se nada, absolutamente nada estivesse acontecendo de relevante na cidade, completamente submersos em seu mundinho a parte cheio de normas e regras regimentais obsoletas desconhecem completamente os reais problemas do cotidiano jordanense aparentando não mais viverem na mesma cidade pela qual foram eleitos e sim na tal Suíça, mas não a brasileira.

Quem sair por último que apague a luz. 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Sessão na Câmara Mortuária de Campos do Jordão.

“Chamamos de Ética o conjunto de coisas que as pessoas fazem quando todos estão olhando. O conjunto de coisas que as pessoas fazem quando ninguém está olhando chamamos de Caráter”
Oscar Wilde

Enquanto o mundo gira e o povo cada vez mais fica sem paciência para com tudo explodindo em revoltas e violência por todos os cantos aqui em Campos do Jordão a rotina não muda, Ou melhor... As pessoas não mudam.

Não fui a Câmara e não acompanhei a sessão pela net por alguns fatores. Um deles é que esta fazendo um frio do c* em Campos e ninguém merece ficar naquela câmara mortuária para acompanhar conversa de doido, mas a principal continua sendo a mesma. Falta de paciência.

Lei da laqueadura, debate sobre aluguel de cavalo e por ai vai. Coisas sem nexo e que nem deveriam ser pautas ou problemas do século 21.

Aqui em terras jordanenses tudo tem de ser por força de lei, tudo tem de ser por iniciativa ou do executivo ou do legislativo. Coisas que dizem respeito somente a um grupo especifico e reduzido da sociedade que deveriam se organizar internamente e se estabelecer por merecimento vira problema de uma cidade inteira que me desculpem tem outros bem mais graves a resolver.

Laqueadura uma iniciativa ate que simpática no que diz respeito a proporcionar as mulheres uma forma de planejamento familiar, porem um procedimento caro para o estado e que não deixa de ser violento contra a mulher.

Se sou contra a possibilidade de uma mulher fazer a laqueadura? De jeito algum! Somente acho que ao invés de jogar toda a responsabilidade sobre este assunto que é do casal e não somente da mulher o vereador em questão deveria propor uma verba para a secretaria de saúde fazer uma mega campanha de conscientização para o homem se propor a fazer a vasectomia. Um procedimento infinitamente mais barato para o estado e que não traz maiores desconfortos a saúde do homem.

Alem, destas ponderações a respeito do custo beneficio e claro conscientização social o que fica é a merda de sempre, os velhos e chatos projetos copy-cola a la cidade limpa do Paulo Indio e que já provaram que servem somente para encher linguiça e enfeitar currículo de vereador deslumbrado, afinal todos sabem que depois de aprovadas e promulgadas simplesmente são esquecidas.

No que se refere aos cavalos nem merece maiores comentários quem conhece a situação de alugadores e cavalos sabe muito bem que é uma questão de boa vontade dos alugadores e maior senso de responsabilidade da prefeitura e de seu órgão competente uma questão interna da administração que nunca deveria chegar a ser debatido na Câmara.

Enquanto vereadores gastam o erário com conversas absolutamente sem proveito coletivo a coleção de gaiatices governamentais jordanenses fica cada dia maior.

Ao invés de leis inconstitucionais e problemas administrativos como ponto de aluguel de cavalo este senhores tinham de estar debatendo o que aconteceu com a verba de quase 300 mil reais que foi destinado a reforma do prédio da central de abastecimento – merenda escolar (detalhes aqui), ou dos 170 mil reais destinados a corte de grama nas escolas (detalhes aqui).

Mas este tipo de debate não interessa nem aos vereadores muito menos aos seus aspones.

No mais! Aluguel de cavalo...A coisa mais importante, das menos importantes de Campos do Jordão.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Pacato cidadão?

“Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra”
Bob Marley

Dizia minha mãe com toda a sua sabedoria interiorana: “Guerra é guerra, não existe mocinho ou bandido nas trincheiras”.

Com vagas, mas marcantes lembranças da Revolução Constitucionalista de 32 onde a casa que morava ficava a menos de quilômetro das trincheiras entre São Paulo e Minas e com muitas e dolorosas da Segunda Guerra Mundial onde teve muitos conhecidos nos campos da Itália onde de lá alguns nunca voltaram minha mãe sempre argumentava que quando o homem desiste dos argumentos e empunha uma arma perde a sua razão seja ela qual for.

O mundo sempre viveu tomado por guerras e revoltas por todos os cantos, porem nos últimos anos os conflitos étnicos e religiosos por seu alto poder de destruição e pelo grau de ódio entre seus oponentes está tomando proporções no mínimo preocupantes.

Se a guerra entre povos culturalmente diferentes não é admissível o que podemos dizer quando irmãos de pátria se matam em nome de um regionalismo burro ou de uma religiosidade assassina?

As cenas de matança no Afeganistão e no Iraque já comuns nos noticiários se soma as cenas de fratricídio em território Sírio que agora se alastra como rastilho de pólvora no Egito.

Irmãos de pátria se matando em nome de Deus e em nome do homem.

O que preocupa o resto do mundo de forma longínqua me assombra no quintal.

Depois das manifestações populares onde milhões de brasileiros saíram as ruas de forma pacífica tendo como palavra de ordem a redução das tarifas do transporte publico tinham em seu objetivo bem mais do que os simples vinte centavos – O que a nação brasileira gritou em alto e bom som é que não quer apenas as migalhas dos reajustes de taxas e ou tarifas, mas sim respeito.

O povo brasileiro não quer mais ser desrespeitado como criança, adolescente, adulto ou idoso. O brasileiro não quer mais ser desrespeitado em seus direitos básicos. O brasileiro não quer mais ser tratado pelo estado e ai se incluem os servidores públicos como pessoas de terceira categoria, um estorvo, uma dificuldade a ser driblada diariamente para receber seus polpudos salários.

E são polpudos sim! Pois se assim não o fosse ser funcionário publico não seria o maior sonho da grande maioria da população.


Na contramão deste sentimento misto de revolta e nojo que o povo brasileiro sente hoje temos os políticos que se no começo assustados não sabiam o que fazer, hoje dois meses após estas manifestações claramente tomaram a postura do confrontamento com a população dando uma solene banana a opinião publica mantendo as suas regalias e falcatruas e atiçando seus cães fardados e amestrados na população que reivindica o que lhes foi prometido. Respeito!